Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
Foi realizada na tarde de ontem, em Aracaju, a abertura oficial dos atos públicos a respeito da Campanha Salarial promovida pelos professores que atuam em escolas públicas no estado de Sergipe. Organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), a mobilização foi realizada na avenida Adélia Franco, em frente ao Palácio dos Despachos, e contou com mais de 150 manifestantes. Após assembleia realizada no último dia 08, os docentes chegaram à conclusão que a meta para esse ano é exigir o pagamento do piso nacional, que é de R$ 1.567.
De acordo com a presidente do sindicato, professora Ângela Melo, todos os atos realizados pela categoria sempre são relacionadas à cultura. Em 2013, a perspectiva é que apresentações de peças teatrais, grupos musicais e folclóricos sejam contratados para transformar a reivindicação em arte. "Nossos atos públicos sempre têm ligação com a cultura do nosso povo e nessa época de Quaresma não poderíamos deixar de lado a luta dos educadores pelo reajuste do piso e condições de trabalho. Debatemos a nossa programação e já começamos a botar o nosso bloco na rua", afirmou.
Com o lema "Não abro mão! R$1.567,00 no vencimento inicial da carreira", a direção do Sintese informou que o ato da Paixão do Magistério também acontecerá dia 16 em Itabaiana, dia 18 em Estância e no dia 23 de março em Neópolis. Ainda de acordo com Ângela, as últimas campanhas salariais foram marcadas por greves, invasões em órgãos públicos e debates com os gestores estaduais. "Estamos preparados mais uma vez para que possamos reivindicar melhorias salariais e até de condições de trabalho. Com esses pedidos sendo atendidos, garanto que o futuro da nossa educação será mais promissor", pontuou.
Proposta – Interessado em debater as reivindicações e evitar que outras paralisações interfiram na qualidade do ensino estadual, o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Educação (Seed), deve se pronunciar até à tarde de amanhã quanto a campanha salarial 2013. Na expectativa de debater o pleito pessoalmente com os gestores públicos, a direção do Sindicato dos Professores garantiu que estão aguardando qualquer contato por parte do governo.
Para o professor João Batista, até o momento não foi especulado a possibilidade de greve. "Acreditamos que esse ano a realidade será outra, se comparada à campanha de 2012. Mas como não seria diferente, caso o governo não entre em acordo com a nossa categoria, não descartamos a possibilidade de uma paralisação", avisou. Até a próxima segunda-feira, 18, será divulgada a programação completa dos demais municípios que terão mobilização por parte dos educadores estaduais.


