Mais uma greve iniciou ontem. Dessa vez boa parte dos 12 mil professores da rede pública de ensino cruzaram os braços por tempo indeterminado. Segundo a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese), o magistério perdeu a paciência com a falta de resposta do governo sobre o reajuste do piso dos anos de 2012 e 2013 e eles não tiveram outra saída a não ser paralisar as atividades.
Eles se reúnem hoje, 4, na frente da sede da Secretaria de Estado da Fazenda para pedir uma audiência com o secretário Oliveira Junior. "Solicitamos que as negociações sejam abertas", disse um dos dirigentes do Sintese, Roberto Silva. Às 9h30, a direção do Sindicato segue para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), onde haverá audiência com o presidente da instituição. "Vamos solicitar que a prestação de contas do Governo seja realizada de forma correta", contou Silva.
Ele ainda denunciou que o Governo burla a prestação de contas junto ao TCE, pois declara o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), o que eleva para 48,80% da Lei de Responsabilidade Fiscal. Sem o IR, o percentual cai para 43%. "O IRRF não deve ser computado, dessa forma é viável que o reajuste dos professores aconteça", esclarece o diretor do Sintese.
A instituição sindical fez um estudo onde ficou comprovado que de janeiro a abril deste ano a receita do Estado foi de R$ 306 milhões e a folha dos professores foi de R$ 158 milhões, o que mais uma vez comprova que é possível o reajuste da categoria. Na quinta-feira, dia 6, os professores se reúnem para nova assembleia.
Servidores gerais – 22 dias de paralisação completam hoje, terça-feira, a greve dos servidores gerais do Estado. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase), Waldir Rodrigues, a data de retorno quem decide é o Governo do Estado. Para ele esse dia deve demorar a acontecer, já que não há diálogo. "O Governo não está dando importância aos problemas que a greve provoca, pois ainda não nos chamou para conversar", destacou.
A avaliação da direção do Sintrase é que a greve está forte, principalmente nos locais de atendimento ao público como os Centros de Atendimento aos Cidadãos, os técnicos da fazenda e outros servidores da área administrativa. Desde ontem, 3, o Sintrase conta com uma ajuda extra, pois decretaram greve os servidores do Detran e professores. "Temos aproximadamente 12 mil servidores da administração geral, desse total, 2 mil pararam as atividades. Se não formos atendidos pelo governador, a expectativa é de conseguirmos mais trabalhadores se juntando a nós", avaliou Waldir.
Uma série de atos acontece ao longo da semana, promovidos pelo Sindicato. A chamada Onda Amarela estará nos seguintes locais:
3 de junho – visita a 378 escolas da rede estadual de ensino e aos Centros de Atendimento ao Cidadão
4 de junho – Ato – Regional Centro-Sul, em Tobias Barreto
5 de junho – Visita às secretárias, autarquias e fundações
6 de junho – Ato Regional Norte, em própria
7 de junho – Ato Regional Alto Sertão, em Nossa Senhora da Glória


