Cândida Oliveira
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Professores da rede estadual de ensino passaram a noite na Secretaria de Estado da Fazenda. O local foi ocupado no final da manhã de terça-feira e segundo um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese), Roberto Silva, a categoria só sairá de lá quando o processo de negociação com o Governo do Estado for aberto.
Na manhã de ontem, a direção do Sintese esteve reunida com o presidente do Tribunal de Contas de Sergipe, conselheiro Carlos Sobral de Souza. Na oportunidade, os sindicalistas solicitaram urgência nas denúncias realizadas pelo Sintese. "Há disparidade entre os valores do Fundeb informados pelas secretarias de Estado da Fazenda e da Educação. Pedimos que o Tribunal verifique esses dados", relatou Silva.
A solicitação protocolada pelo Sindicato já foi encaminhada ao conselheiro Ulices Andrade, atual responsável pela análise das contas da Educação. O conselheiro se comprometeu em contribuir com o sindicato. "O Tribunal vai colaborar com o Sintese, que é um ponto essencial na melhoria do ensino em Sergipe. Vamos contribuir com a fiscalização, já que está determinado nas nossas competências", assegurou Sobral. (Com informações do TCU).
Servidores gerais – A greve dos servidores da administração geral do Governo do Estado entra no 23º dia e não há previsão de acabar. A fim de expandir a paralisação para o interior do estado, ontem, 4, servidores das secretarias de Estado da Fazenda e Educação, além de sindicalistas estiveram na cidade de Tobias Barreto realizando com os servidores do município manifestação na frente da sede da Prefeitura.
De acordo com a diretora administrativa e financeira do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase), Elma Andrade, enquanto houver descaso com os servidores, a greve continua. Ela informou ainda que as mobilizações pelas cidades sergipanas continuam. Hoje, dia 5, os sindicalistas visitam as secretarias, autarquias e fundações. Amanhã, dia 6, haverá um ato na Regional Norte, em Propriá, e dia 7, ato regional no Alto Sertão, em Nossa Senhora da Glória.
Servidores do Detran – Os trabalhadores do Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe (Detran) entram no terceiro dia de greve. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Detran de Sergipe (Sindetran-SE), Thiago Bonfim, a categoria luta para ser atendida pelo governador interino Jackson Barreto. "No primeiro dia de paralisação disseram que o governador ia nos atender, porém, não houve outro contato para que a conversa fosse agendada", informou o sindicalista.
Com a paralisação, o atendimentos na sede e nos postos do Detran continua lento. Ontem, 4, segundo o presidente do Sindicato foram realizados aproximadamente 400 atendimentos nos 11 postos do Departamento espalhados pelo Estado. "Essa média é apenas contabilizada no posto localizado no Shopping Jardins em dias normais, isso prova que a greve foi ‘abraçada’ por muitos servidores".
Com a paralisação, a população ficou sem ter acesso a muitos serviços: transferência de propriedade de veículo, vistoria, entrega de habilitação, entre outros. "Estagiários e contratados hoje são maioria dentro do departamento, mas eles não possuem qualificação, nem acesso a muitos serviços, ou seja, o trabalho para de qualquer jeito".
Ele conta ainda que a direção do Detran acenou para a possibilidade do aumento da gratificação, porém, o Governo do Estado não fez a liberação, e assim a negociação parou. "Sugerimos um percentual de 300% na gratificação, melhores condições de trabalho, pois nos prédios do interior sergipano não há estrutura de trabalho, nem de atendimento ao cidadão. Os veículos são vistoriados sob sol, falta água, o sistema sempre está fora do ar, o que gera muitas filas, os banheiros estão danificados e faltam servidores, pois 100 funcionários pediram exoneração e essas vagas nunca foram ocupadas", revelou Thiago.
Hoje, quarta-feira, às 8h, a classe estará na Assembleia Legislativa conversando com os deputados. "Nossa expectativa é que tenhamos apoio da Casa, pois é inadmissível que tenhamos o menor salário do país", destacou o sindicalista.


