O avanço econômico de Sergipe nos últimos seis anos e a oportunidade em dinamizar o desenvolvimento do estado através do Proinveste foram temas da abertura do Seminário de Integração Estado-Municípios de Sergipe na manhã de ontem , e que contou com a presença do governador Marcelo Déda. Durante a solenidade, Déda apresentou um balanço das atividades econômicas e industriais do Estado ao longo de sua gestão e afirmou que irá reapresentar o Proinveste aos deputados estaduais em janeiro, numa convocação extraordinária da Assembleia Legislativa.
Mais uma vez, Marcelo Déda ressaltou a importância do Proinveste para o Estado. A carta de crédito proveniente do Governo Federal no valor de R$ 727 milhões prevê investimentos nas áreas de educação, saúde, segurança, desenvolvimento da infraestrutura urbana e de transporte, desenvolvimento da infraestrutura produtiva dos perímetros irrigados e distritos industriais e abertura de espaço fiscal, permitindo a amortização de operações de crédito já contratadas, em condições financeiras mais favoráveis.
"A primeira vítima da negativa do Proinveste são os prefeitos eleitos. Vocês estão chegando num momento difícil da economia brasileira. Estamos pagando o preço da crise mundial, em especial da europeia, e o Governo Federal abriu uma porta para que os estados tomem empréstimo e, com isso, realizem investimentos estruturantes objetivando garantir o crescimento da economia e manutenção do emprego.
Fizemos o planejamento de investimentos em todos os setores: educação, saúde, segurança. O Proinveste é a parceria para calçar o povoado, para construir uma praça, para recuperar o mercado da cidade, para construir casas populares, para construir uma creche, para levar asfalto para os municípios. Por isso, quero fazer um apelo aos prefeitos municipais eleitos de Sergipe: conversem com seus deputados, dialoguem com seus partidos, mostrem a relevância desse Programa para cada administração", contextualizou Déda.
Balanço – "Este é um momento de dar boas vindas aos novos prefeitos que irão governar os municípios sergipanos. O Governo do Estado toma a iniciativa de recebê-los, mostrar a sua disposição de realizar parcerias, de colaborar para que as administrações municipais sejam exitosas e que possamos replicar, em cada município, o modelo de desenvolvimento, de inclusão social, de crescimento do estado de Sergipe. A nós, que fazemos o Governo do Estado, é nosso dever acolhê-los com o desejo de contribuir para o sucesso das administrações municipais", afirmou Marcelo Déda.
A geração de emprego no estado, a recuperação da estrutura rodoviária e o crescimento da agricultura e da pecuária, fortalecendo, assim, a economia do interior, foram os principais temas abordados por Marcelo Déda. Ele iniciou seu discurso salientando a interiorização da geração de emprego e renda. Índice que colocou Sergipe na quinta posição do País em geração de empregos no ano de 2011, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
"Tínhamos visto prefeitos passarem anos sem terem uma obra do Estado no interior ou com a desorganização de suas economias e colocamos como prioridade o desenvolvimento econômico e social na capital e no interior. Buscamos construir caminhos que desconcentrassem a renda e o emprego. Criamos um programa de governo que buscava modernizar o Estado, gerar novos horizontes de oportunidades para nosso povo, inserir Sergipe no crescimento do Brasil e promover o desenvolvimento sustentável e inclusão social, através da educação, saúde, infraestrutura, da atração de investimentos particulares, gerando emprego, desenvolver o comércio e a indústria. Buscamos caminhos que trouxessem não só o desenvolvimento do Estado, mas interiorizar esse crescimento sem tirar da capital a riqueza que ela já tem", afirmou Déda.
A expansão da agricultura familiar e da produção de leite foi destacada. Atualmente, Sergipe possui 150 pequenas queijarias e produz mais de 315 mil litros de leite. "Em 2000, a produção de leite em Sergipe era 115 mil litros. Produzíamos metade daquilo que Alagoas produzia. Hoje, a realidade mudou profundamente e Sergipe produz 315 mil litros, superando Alagoas, que estagnou 238 mil. Nossa produção de leite aumentou 60% e com isso chegaram as empresas de laticínios, a expansão das queijarias e a consolidação da bacia leiteira. O Estado e União têm participação nisso com o crédito do Pronaf, com o Programa do Leite, com investimentos nas rodovias para escoar a produção leiteira, com créditos do Banese", colocou o governador.


