Monique Oliveira
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A rodovia SE – 175, conhecida como Rota do Sertão, nas proximidades do assentamento Queimada Grande, foi interditada nos dois sentidos, por trabalhadores rurais que protestavam contra a falta de apoio do Governo de Sergipe com relação a intermediação com o Banco do Nordeste para a liberação do crédito de emergência para minimizar os efeitos da seca.
Os manifestantes fecharam a pista com pneus e ossadas de animais para chamar a atenção das autoridades, principalmente do gestor municipal, o qual se comprometeu, juntamente com uma comissão de agricultores, a se reunir na próxima terça-feira, dia 15, com representantes do Governo para solucionar o problema de milhares de sertanejos que sofrem com a seca. Iniciada a negociação, culminou-se a liberação do tráfego na rodovia.
O encontro vai acontecer na Secretaria de Estado da Agricultura, com a participação de representantes do Incra, Deso, BNB, Seides, Conab e Defesa Civil.
"O prefeito de Poço Redondo, Roberto Araújo, nos deu a garantia. Acreditamos que agora alguns dos problemas dos sertanejos vão ser resolvidos. Caso não sejam, iremos tomar atitude mais drástica, ou seja, o Sertão vai mostrar a força do trabalhador, pois não é admissível o governo do Partido dos Trabalhadores nos deixar desassistidos. Essa é a quarta vez que realizamos manifestações, sendo que duas delas foi em frente ao Banco do Nordeste", desabafou o presidente da Associação dos Trabalhadores do Assentamento da Barra da Onça, Gilvan Alves.
Segundo o trabalhador, outro ponto da pauta a ser discutido durante a reunião será com relação as famílias que vivem em assentamento onde existe encanação, mas a água não chega a comunidade. Com isso, não são beneficiadas com as cestas de alimentos e nem com a Operação Pipa.
"As cestas de alimentos e a água distribuída pelo Exército e Defesa Civil não estão sendo suficiente para atender as necessidades dos sertanejos. Só em Poço Redondo temos mais de sete mil famílias passando fome e sede. Iremos pedir uma solução para as famílias que possuem encanação nos assentamentos, mas não têm água. E diante disso, não recebem água do Exército e nem as cestas de alimento", confirmou.
Gilvan Alves lembrou ainda que as mais de 2.600 cestas não são suficientes nem para amenizar o sofrimento dos sertanejos. Além disso, alguns agricultores não tiveram o benefício liberado pelo banco. "Esse dinheiro minimizaria o sofrimento por que os agricultores poderiam pagar as contas no comércio e comprar ração para os animais", afirmou o trabalhador.


