PSB definirá até abril seu rumo nas eleições deste ano

"Na verdade, não se trata de pressa. Trata-se de uma decisão tomada coletivamente pelo PSB/SE de que até o mês de abril, sobre sucessão estadual, o nosso partido terá que tomar uma definição: primeiro, se terá candidatura própria ou se vai se aliar a outro partido; segundo, como irá formar sua chapa de proporcionais – deputados estaduais e deputados federais".
A declaração foi feita ontem pelo senador Antonio Carlos Valadares sobre o planejamento estratégico adotado pelo PSB/SE, durante o encontro do partido, no dia 07/02, visando às eleições de 2014 em Sergipe e no Brasil.
"Caberá, de forma legítima, a Valadares Filho, presidente regional do partido, fazer estes entendimentos, – coisa que já foi iniciada, por sinal. Vários partidos já foram contatados pessoalmente pelo deputado Valadares Filho, em reuniões aqui em Brasília ou em Aracaju", revelou o senador, dizendo ter participado de pelo menos dois destes encontros.  

Palanque – Valadares esclarece que além da decisão local, há uma imperiosa necessidade de que, em face da pré-candidatura de Eduardo Campos, o PSB/SE se posicione o mais rápido possível para a montagem de um palanque de apoio ao presidenciável. "Temos tido reuniões frequentes aqui em Brasília. A orientação é de que sejamos rápidos em Sergipe", adiantou.
Ele não descarta uma candidatura própria ao governo de Sergipe, informando que a decisão final do PSB/SE vai depender dos entendimentos que estão sendo feitos pelo presidente regional, Valadares Filho, e nacional, Eduardo Campos. "Eduardo Campos está se enfronhando nestas articulações políticas nos Estados. Dependendo desta situação, eu poderei vir a ser candidato se for consolidada uma aliança viável. Não é só a minha candidatura".
O senador observa que até hoje não houve uma terceira via capaz de romper duas forças políticas no Estado em disputas eleitorais. "A história registra sempre o seguinte: Seixas Dória ganhou a eleição, rompendo com Leandro Maciel, indo para o PSD, aliado do PR. Quando ele foi candidato, se fosse sozinho, não teria ganho a eleição", relembrou.
"Aqui em Sergipe, se acontecer, será a primeira vez na história. Se Valadares for candidato ao governo, enfrentando dois grandes blocos, como o bloco do governo e o bloco de Amorim e vencer a eleição seria uma coisa para romper o histórico político eleitoral na vida de Sergipe. Para isso acontecer, seria preciso que eu fosse um fenômeno. E eu não vou me gabar e dizer que sou fenômeno. Quem vai decidir essa questão é o partido, depois das tratativas com os demais partidos, e logo depois, o juiz que se chama povo", alertou.

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