Quatro suspeitos morrem em confrontos com a polícia em Aracaju e Areia Branca

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Duas perseguições policiais ocorridas no início da manhã de ontem terminaram com a morte de quatro suspeitos de envolvimento em crimes como assalto à mão armada e tráfico de drogas, entre outros. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), eles provocaram tiroteios com equipes policiais que tentavam prendê-los e, durante estes confrontos, acabaram baleados e morreram enquanto eram levados ao hospital.

Um dos casos aconteceu por volta das 6h30 de ontem no Condomínio Parque Diamante, no Ponto Novo (zona oeste de Aracaju). Uma equipe do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp) foi acionada para localizar dois homens armados que faziam assaltos e arrastões e pontos de ônibus e ruas dos conjuntos Orlando Dantas e Augusto Franco (zona sul). Segundo descrições de vítimas e testemunhas que ligaram para o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), a dupla aparentava ter entre 20 e 25 anos de idade e circulava em uma moto de cor vermelha. Após algumas buscas, os soldados do BPRp localizaram os suspeitos na Avenida Heráclito Rolemberg, próximo ao Distrito Industrial.

De acordo com o tenente-coronel Paulo César Paiva, relações-públicas da Polícia Militar, a dupla suspeita desobedeceu à ordem dos policiais para que parassem e seguiram em alta velocidade pelas avenidas Tancredo Neves e Rio de Janeiro. A equipe do BPRp seguiu atrás e foi apoiada por agentes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que entraram na perseguição. O desfecho aconteceu em uma rua do Parque Diamante, onde os suspeitos caíram da moto e começaram a atirar contra os policiais, que reagiram. Moradores da vizinhança relatam que mais de 30 disparos foram ouvidos.

Os dois fugitivos foram atingidos em várias partes do corpo e levados ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) nas próprias viaturas da polícia. Segundo a assessoria do hospital, os acusados morreram assim que deram entrada na Ala Vermelha e não portavam documentos. Com eles, a polícia apreendeu dois revólveres calibre 38 com munições deflagradas e uma motocicleta Honda XRE de cor vermelha e placa OEO-5767, que tinha sido roubada na noite da última terça-feira, em um assalto no bairro José Conrado de Araújo (zona oeste). O caso vai ser investigado pelo Cope, que deve apurar qual foi a atuação dos dois rapazes mortos. No entanto, Paiva suspeita que eles tenham feito vários assaltos em pontos de ônibus, geralmente no início da manhã, quando as vítimas saem de suas casas a caminho do trabalho.

Areia Branca – A segunda perseguição com mortes dos suspeitos aconteceu por volta das 4h em Areia Branca (Agreste), durante uma operação com agentes do Cope, da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), do Grupo Especial de Repressão e Buscas (Gerb) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
De acordo com a SSP, as buscas aconteceram em um bairro próximo ao Forródromo da cidade e terminou com as mortes de Reynald Oliveira Lima, o ‘Bolinha’, 25 anos; e José Leonardo dos Santos, o ‘Léo’, 26, acusados pela polícia de liderarem uma quadrilha atuante em Areia Branca e Malhador. Os policiais foram a uma casa onde os acusados estavam escondidos e tentaram cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça, mas, de acordo com a polícia, foram recebidos a tiros pela dupla e também acabaram atingidos. ‘Léo’ e ‘Bolinha’ foram levados ao Hospital Garcia Moreno, em Itabaiana, onde chegaram mortos.
Segundo o delegado Dernival Elói, coordenador da operação, a operação é o desdobramento de uma investigação do Cope sobre alguns homicídios ocorridos na cidade e a relação dos crimes com o tráfico de drogas. "Diante da determinação, demos início às investigações que culminaram na descoberta de uma associação criminosa que atuava em Areia Branca e que cometia os crimes de homicídio por disputas pelo domínio do tráfico. Essa quadrilha era comandada por ‘Léo’ e ‘Bolinha’, e que também tinha como integrantes os irmãos Genisson Silva Santos e Gerlisson Alves Santos, vulgo ‘Capitão’; além de Wedsson Oliveira Santos, vulgo ‘Bio’", explicou Elói.

A polícia apurou que o grupo, além dos homicídios e do tráfico em Areia Branca, também atuava no roubo de cargas e tentava dominar a venda de drogas em Malhador. "’Bio’, Genisson e ‘Capitão’ atuavam na prática dos homicídios, executando os inimigos de facções adversárias. Já Léo e Bolinha atuavam nos crimes de tráfico e roubo de cargas. Por razões ainda desconhecidas, ‘Léo’ e ‘Bolinha’ assassinaram Genisson em janeiro deste ano e depois promoveram uma emboscada a ‘Bio’ e ‘Capitão’, já que este último havia jurado a dupla de morte em decorrência do assassinato do irmão. Os ex-integrantes foram executados com mais de 100 disparos de arma de fogo no veículo onde se encontravam, em um povoado de Areia Branca, um mês depois", salientou. (com SSP)

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