Milton Alves Júnior
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O tradicional festejo junino da Rua São João, em Aracaju, pela primeira vez está comprometido após mais de meio século de valorização a cultura nordestina, em especial a sergipana. O fato ocorre devido a precariedade do arraial que, dentre vários problemas identificados pela Defesa Civil do Município, avaliou o telhado como vulnerável a desabamento. Na tarde de ontem, técnicos promoveram mais uma vistoria e garantiram que caso não seja promovida uma reestruturação imediata, o arraial não poderá promover as tão esperadas apresentações de quadrilhas juninas, nem realizar shows com trios pé-de-serra.
Em entrevista concedida ao JORNAL DO DIA, o coronel Reginaldo Moura garantiu que apesar das irregularidades, caso todas elas sejam devidamente regularizadas não haverá problema em os órgãos competentes concederem alvará aprovando a promoção de eventos nos próximos 60 dias. Segundo Moura, no arraial da Rua São João foi adotada a mesma rigorosidade ultimamente utilizada em bares, restaurantes e igrejas. "Entendemos que essa exigência pode impossibilitar a realização de evento de ampla representatividade cultural, mas não podemos permitir que a integridade física das pessoas esteja em risco", disse o coronel.
Nos últimos 30 dias, sob olhares dos populares e acompanhados por representantes da comunidade, a Defesa Civil já promoveu duas vistorias. A perspectiva do órgão é que até o final desse mês mais uma fiscalização seja realizada antes de oficializar a interdição temporária do espaço. "A única solução para evitar a interdição é seguir as recomendações da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Caso as medidas de segurança sejam respeitadas, não temos porque interditar um ponto turístico que tanto proporciona para o aquecimento econômico da nossa cidade", pontuou Reginaldo Moura.


