A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Diretoria de Vigilância em Saúde, confirma mais dois casos de Monkeypox no estado. Os dois são do município de Aracaju. Eles têm 43 e 37 anos e apresentaram sintomas como febre de início súbito, erupção cutânea, dor muscular e adenomegalia.
Estão em isolamento domiciliar e sendo monitorados pela secretaria municipal de saúde, sinais de agravamento do estado clínico.
Segundo boletim do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Sergipe, já são seis os registros de casos de Monkeypox no estado. Amostras de 13 pacientes com sintomas suspeitos ainda estão em análise, 43 já foram descartados.
A SES reforça que, diante do cenário epidemiológico de transmissão comunitária da Monkeypox, a população deve estar atenta caso ocorra o aparecimento de lesões. É preciso procurar um serviço de saúde, manter o isolamento e seguir todas as recomendações médicas, a fim de evitar a transmissão e propagação do vírus.
Testes – O teste para diagnóstico da varíola dos macacos foi incluído pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no rol de procedimentos que devem ter cobertura garantida por planos de saúde privados. A medida consta em uma nova resolução normativa aprovada ontem (19).
Conhecida internacionalmente como monkeypox, a varíola dos macacos é endêmica em regiões da África e se tornou uma preocupação sanitária devido a sua disseminação por diversos países desde maio. No Brasil, já são 7.019 casos e duas mortes, segundo dados divulgados na manhã de hoje (20) pelo Ministério da Saúde.
Conforme a resolução normativa, os planos deverão cobrir os testes dos beneficiários que apresentarem indicação médica. O exame é realizado a partir de amostras de fluidos coletados diretamente de lesões que se manifestam na pele, usando um swab [cotonete estéril] seco. As análises permitem detectar a presença do vírus que causa a doença.
Segundo nota divulgada pela ANS, a incorporação do teste faz parte do processo dinâmico de revisão do rol, que já foi modificado 12 vezes em 2022, garantindo a cobertura obrigatória de 11 procedimentos e 20 medicamentos. No ano passado, foram aprovadas alterações no processo de atualização. Até então, a lista era renovada a cada 2 anos. Com a mudança, as propostas passaram a ser analisadas de forma contínua pela área técnica da ANS, que avalia critérios variados como os benefícios clínicos comprovados, o alinhamento às políticas nacionais de saúde e a relação entre custo e efetividade.

