Segurança é baleado ao tentar baixar som em Rosário

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

Uma discussão causada pelo som alto de um carro foi o motivo de uma tentativa de assassinato ocorrida por volta das 6h10 de ontem, em um posto de combustível no centro de Rosário do Catete (Vale do Cotinguiba). O segurança particular Nilton César dos Santos, 42 anos, levou um tiro na cabeça e foi levado em estado gravíssimo para a Ala Vermelha do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), onde estava internado até o fechamento desta edição. O crime aconteceu durante uma discussão que envolveu o segurança e um grupo de jovens que bebia e ouvia música na loja de conveniência do posto. A polícia ainda trabalha para identificar o atirador.
Tudo aconteceu após os shows de abertura das festas juninas em Rosário, que aconteceram ao longo da madrugada na Praça de Eventos da cidade. De acordo com o major Wembley Góis Tobias, comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM), Nilton passara a noite trabalhando no evento e, a caminho de casa, parou no posto para fazer um lanche. Naquele momento, o grupo de jovens chegou ao local de carro, abriu o porta-malas do veículo e aumentando o som das caixas. "Ele foi mandar que o grupo abaixasse o som e, nisso, houve uma discussão. Uma das pessoas que estava nesse ambiente fez uma volta por trás do Nilton e, de maneira covarde, pelas costas, efetuou um disparo que pegou na nuca dele", relatou o oficial, acrescentando que o criminoso fugiu do local em uma moto não identificada.
As pessoas que estavam no carro com som alto também fugiram, incluindo o motorista que, antes do crime, havia atendido a ordem de Nilton e baixado o volume. Outros frequentadores do posto chamaram a PM e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu), que estabilizou o segurança e o levou direto ao Huse. Segundo os médicos, ele sofreu perda sangue e massa encefálica, causada pelo tiro que entrou pela nuca e saiu pela testa. Divulgou-se inicialmente que Nilton teria sofrido morte cerebral, mas até a noite de ontem, o diagnóstico não foi confirmado oficialmente pelo Huse, que manteve a vítima respirando com a ajuda de aparelhos.
Uma segunda informação desencontrada é a de que Nilton seria um policial civil, o que foi negado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Segundo nota do órgão, ele trabalhava em uma empresa privada de segurança que foi contratada pela Prefeitura Municipal de Rosário do Catete, organizadora do evento junino. "O Nilton estava vestido de preto e portava um colete [balístico] preto. Talvez isso tenha feito as pessoas acreditarem que ele seria policial. Mas na verdade, ele era um segurança privado", esclarece Wembley.
O crime já é investigado pela equipe do delegado de Rosário, Adelmo Pelágio, com apoio da Delegacia Regional de Carmópolis. Além de buscar por testemunhas do ataque, os policiais querem saber se o posto registrou alguma imagem do episódio em seu sistema interno de segurança. Qualquer informação sobre o caso pode ser repassada pelo Disque-Denúncia (181). A ligação é gratuita e o denunciante não precisa se identificar.

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