Sem acordo, greve dos bancários continua

Greve dos bancários é intensificada em todo o país, e no Estado de Sergipe mais de 90% da categoria já aderiram à paralisação. Ao todo, conforme dados do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb), 148 agências permanecem de portas fechadas e servidores de braços cruzados por tempo indeterminado. Na primeira assembleia da categoria, após a deflagração de greve no estado, foi publicado que 47 agências do Banco do Brasil foram fechadas; 32 da Caixa Econômica; 14 do Banco do Nordeste; 35 do Banco do Estado de Sergipe (Banese); 12 do Bradesco; do Itaú, 10; do HSBC, duas; Santander, cinco; e do Mercantil, uma.
Considerada uma das adesões mais fortalecidas e instantâneas dos últimos 30 anos, José Souza, presidente do Seeb, disse que essas estatísticas mostram o real descontentamento dos bancários junto aos banqueiros. Para o sindicalista, a perspectiva é que até a próxima quarta-feira, 25, novas agências funcionem apenas com os caixas de auto-atendimento. "Estamos surpresos e contentes ao mesmo tempo com tamanha adesão dos companheiros trabalhadores. Já passou do tempo de nos unirmos fortemente para que melhorias sejam realmente atribuídas para nós, e para os clientes", declarou. Assim como em Sergipe, nas demais 26 unidades federativas, mais o Distrito Federal, a greve aponta dados históricos. Ao todo, seis mil agências e centros administrativos foram fechados.
Os bancários estão reivindicando 11,93% de reajuste, valorização do piso salarial, PLR maior, fim da rotatividade e das terceirizações, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades. Além desses pleitos, a categoria ainda exige a contratação imediata de mais funcionários através de concursos públicos em todos os estados. A fim de intensificar a manifestação, o presidente informou que durante esse final de semana os sindicalistas continuarão visitando as agências para que o acordo seja integralmente mantido. "Esse trabalho de diálogo será estendido para as agências do interior, claro. Somos um só! Nossa luta é por melhorias para todos, e caso permaneçamos com essa força sindical, nossos objetivos podem ser alcançados rapidamente".

Correios – A greve dos servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos segue conforme previsto pelo Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Correios e Telégrafos em Sergipe (Sintect), e os aracajuanos já começam a registrar demora no recebimento de correspondências. Apesar da categoria ser constitucionalmente obrigada a permanecer com 30% do efetivo funcional em pleno serviço, o número de servidores, que já é considerado pequeno para a demanda, não consegue normalizar as atribuições conforme desejado pela direção geral da empresa. Na última quinta-feira, 20, a Assessoria de Comunicação dos Correios garantiu que o serviço não foi prejudicado e segue em ritmo normal. Em Sergipe, a mobilização já dura três dias.
Conforme garantido por Sérgio Lima, presidente do sindicato, os trabalhadores permanecem aguardando a empresa se manifestar a fim de realizar diálogos com os profissionais. "Estamos aguardando, mas o que podemos dizer é que nenhum avanço satisfatório foi apresentado até o momento. Sendo assim, não encontramos outra alternativa a não ser permanecer em greve geral", disse.
Os trabalhadores ao longo dos últimos meses vêm reivindicando reposição salarial de 15%, vale alimentação no valor de R$ 32, melhores condições de trabalho e a contratação de 30 mil funcionários em todo o país. Em contrapartida, a direção geral dos Correios alega falta de condições em atender os anseios da categoria e ofereceu um reajuste linear de 8%; e 6,27% no tíquete alimentação e auxílio creche.

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