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Sergipe e Aracaju representam uma esperança no presente que se conecta com o passado, tendo em vista um futuro de possibilidades


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Publicado em 30 de novembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


* Luiz Eduardo Oliveira
 
Sergipe tem um significado especial para todos nós que tivemos o privilégio de aqui nascer ou para aqueles que escolheram esse lugar para viver. Por aqui, segundo o IBGE, vivem aproximadamente 2.369 mil pessoas e temos uma população composta por homens (47,4%) e mulheres 52,6%)1 . Esse lugar acolhe a todos e todas.
Para manter essa população, segundo a Assembleia Legislativa de Sergipe, com apoio da Fundação Dom Cabral, é necessário o desenvolvimento sustentável do nosso Estado e para isso acontecer passa pela premissa da integração entre o desenvolvimento econômico e social, bem como pela desconcentração do desenvolvimento para as mais variadas regiões e, necessariamente, pelo respeito das cadeias produtivas e pelas vocações do nosso povo2. Esse estudo resultou no Plano de Desenvolvimento do Estado de Sergipe3 que ainda clama por implementação.
Para pensar nesse possível desenvolvimento sustentável, precisamos seguir a estrutura de um Estado Democrático de Direito, através do planejamento governamental que deve estar baseado no Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA), de competência do Congresso Nacional, após sanção presidencial (art. 165, c/c art. 48, Constituição Federal (1988).
Para o nosso Estado, na luta pelo desenvolvimento e utilizando a história, vale destacar o papel desenvolvido pela SUDENE (1959), instalação da Petrobrás (1963) e do II Plano Nacional de Desenvolvimento de 1974-1978. Desde então, não houve aperfeiçoamentos significativos na política de atração de indústrias e mantivemos os setores de serviços como uma alternativa de sustentar a economia. Uma parcela considerável dos cidadãos vive dos empregos gerados pelo Estado ou de empresas que realizam contratos com o Leviatã.
Relevante ressaltar que o Plano de Desenvolvimento do Estado de Sergipe, após realização de diagnóstico estratégico, das análises nas contas públicas e da situação socioeconômica, concluiu que, para voltarmos a crescer, é preciso investir no saneamento das finanças públicas, disponibilidade de serviços públicos de qualidade e impulsionamento do desenvolvimento socioeconômico sustentável. Parece que não aprendemos a lição.
Partindo da premissa que é imprescindível o desenvolvimento, cabe-nos o reconhecimento de nossas principais potencialidades, de nossas habilidades intrínsecas, com a capacitação e incentivo ao empreendedorismo, para atravessarmos esse momento da humanidade pautado por guerras entre Estados soberanos que buscam o controle pelo poder político, poder econômico ou pelo poder geopolítico.
Para mantermos o Estado de Sergipe como um destino capaz de manter seus habitantes, com emprego, e apto a atrair investidores e novos empreendimentos, precisamos trabalhar pensando na capacitação de nossos cidadãos.
Temos vocação para o ecoturismo, mas é premente preservarmos nossos mangues, rios e dunas. Temos também uma inclinação natural para o turismo, muito além de praias e festas, então devemos conhecer nossos museus, nossos grupos folclóricos, nossas igrejas e nossos monumentos históricos. Nossos valores artísticos devem ser preservados e estimulados.
Somos portadores de uma considerável matriz energética (gás, eólica e solar) e precisamos otimizar isso para baratear os custos para as empresas, grandes, médias e pequenas. 
Temos que pensar no nosso desenvolvimento industrial, observar nossas habilidades na produção de cerâmica, de camarão, na exploração de minérios.
São muitos os tipos de atividades que podem retirar os sergipanos do ciclo de vulnerabilidade, para tanto precisamos investir na conclusão da duplicação da BR 101, BR 235 e outras. Precisamos fomentar um ambiente de negócios, com viabilização de PPP’s.
Necessariamente temos que pensar em Aracaju, enquanto capital e celeiro de oportunidades, como uma cidade capaz de mostrar aos demais municípios que podemos manter os serviços de transporte público pautados na eficiência, no uso de tecnologias, seguros e ecologicamente sustentáveis, climatizados, sem, contudo, repassar para os usuários tarifas exorbitantes.
Precisamos investir no uso de transportes alternativos facilitando a utilização de ciclovias, desde que interligadas, seguras e arborizadas. Hidrovias poderiam ser viabilizadas utilizando os rios do Sal, Poxim e Vaza-barris conectadas com o Rio Sergipe. Além de contribuir para a diminuição do gargalos e engarrafamentos, ainda seriam ofertados novos ambientes de trabalho. Nossos rios e mangues são essenciais para o nosso crescimento, em muitos sentidos.
Analisando nossa capital, devemos trabalhar pela implementação de ciclovias interligando os bairros Mosqueiro (passando pela avenida Melício Machado – duplicada e com corredor exclusivo), Santa Maria, Orlando Dantas (percorrendo a avenida Augusto Franco), Siqueira Campos, Cirurgia (desta vez transitando pela avenida Desembargador Maynard e Barão de Maruim – reestruturadas), até alcançar o centro da cidade (seguindo pela avenida Ivo do Prado). Ciclovias conectando os bairros Bugio, Olaria, Jardim Centenário (através da avenida Santa Gleide), Santos Dumont e Dezoito do Forte (utilizando a avenida Maranhão), Getúlio Vargas (através das avenidas Maranhão ou São Paulo), chegando ao centro da cidade, mais precisamente nos mercados municipais.
Reconhecer os problemas de nossa Aracaju e apresentar possíveis soluções, viáveis, requer a participação da sociedade é essencial para impulsionar o nosso crescimento.
 
* Luiz Eduardo Oliveira, doutor em Saúde e Ambiente
 
1 Fonte: https://painel.ibge.gov.br/pnadc/
2 Fonte: https://al.se.leg.br/arq_transparencia/arq_planoeconomico/Relatorio%20PDES%202020-
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