Milton Alves Júnior
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Sem chuva no campo, produtores de pequenos, médios e grandes polos agrícolas instalados no alto sertão sergipano estão preocupados com as possibilidades de sofrer, mais uma vez, com prejuízos provocados pelo mau tempo, pois a estiagem se arrasta desde 2011. Os 18 municípios sergipanos que tiveram o estado de emergência decretado pela Defesa Civil Estadual são: Itabi, Frei Paulo, Macambira, Canindé de São Francisco, Capela, Gararu, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora Aparecida, Pinhão, Poço Redondo, Poço Verde, São Domingos, Telha, Carira, Ribeirópolis, Propriá, Cedro de São João e Gracho Cardoso.
Longe de fazer parte da cultura adotada pelo produtor campestre, a busca pelo Seguro Rural enfim começa a apresentar números ainda baixos se comparado a outros países ricos em produção agrícola e pecuária, mas já de bastante significância em análises internas. O medo em multiplicar perdas de safras e financiamentos bancários tem conduzido dezenas de sergipanos a buscar o apoio de corretores especializados no Seguro Rural.
Para se ter noção das dificuldades enfrentadas pelo sergipano, dos 75 municípios, 18 já decretaram estado de emergência. Esses números representam 23% das cidades em risco, os quais colocam Sergipe em 9ª colocação geral do ranking de estados brasileiros que sofrem com a seca. Carentes de temperatura propícia para a produção alimentícia sem riscos de sinistros, a forma mais inteligente adotada pelos donos de lavouras tem sido recorrer aos amparos do Seguro Rural que se multiplica nas modalidades: seguro agrícola, seguro pecuário, seguro aquícola, seguro de benfeitorias e produtos agropecuários, seguro de penhor rural, seguro de florestas, seguro de vida do produtor rural, e seguro de cédula do produto rural.
Em meio às perdas já contabilizadas este ano em Sergipe, é possível citar a safra de feijão que esperava produzir uma média de 11 mil toneladas; três a mais se comparado a 2015. Sem obter o lucro desejado e com dívidas a pagar, os produtores sem o amparo do Seguro Rural contabilizam 60% de perdas. Dano em escala ainda maior tem sido vivenciado por produtores de milho. Um conjunto de fatores climáticos em parceria com a desassistência de seguro rendeu aos sergipanos uma perda de 80% da safra. Na tentativa de garantir a evolução do Seguro Rural no estado, os corretores utilizam, também, estes dados como ferramenta de convencimento na hora de vender as apólices.
Segundo a categoria, a atitude não se trata de uma postura oportunista diante do sofrimento vivenciado por milhares de produtores rurais, mas sim uma comprovação de que: caso o micro ou grande empresário dispusessem do seguro, inevitavelmente essas perdas não seriam sentidas no bolso. Com a seca, a menor unidade federativa do Brasil registra ainda 40% de queda na produção de leite e problemas no cultivo de soja. Conforme análises feitas pelo corretor MaxuellDósea, existe fortalecimento no Seguro Rural, mas ainda é proporcionalmente minúsculo diante da extensão produtiva de Sergipe. Atualmente a área atendida representa menos de 10% da totalidade. A perspectiva é que este cenário passe por alterações mais positivas até o ano de 2018.


