Milton Alves Júnior
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Técnicos administrativos da Universidade Federal de Sergipe (UFS) promovem hoje uma paralisação de 24 horas. A medida, que deve contar com a adesão de 85% da categoria, tem por objetivo criticar o Projeto de Lei de número 257/16, de autoria do Governo Federal, que foi encaminhado esta semana para votação na Câmara dos Deputados, em Brasília. Segundo dados do Sindicato dos Técnicos da UFS (Sintufs), a classe trabalhadora conta hoje com 1.500 profissionais e a paralisação está prevista para ocorrer oficialmente a partir das 6h30. O hall de entrada do campus de São Cristóvão será o ponto de encontro dos manifestantes que não descartam a possibilidade de greve geral e por tempo indeterminado.
Na propositura do PL estão medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal que, na avaliação do sindicato, haverá corte de recursos, congelamento dos salários e concursos públicos, além de demissões de parte dos servidores. Hoje, segundo o Sintufs, a defasagem funcional é superior a mil profissionais que poderiam estar atuando diariamente na qualificação da educação federal em Sergipe. O pleito já foi apresentado ao Governo Federal por meio do Ministério da Educação, mas até o final da tarde de ontem nenhuma contraproposta que viesse a agradar a categoria foi apresentada.
"É inadmissível o que o governo está fazendo na tentativa de reparar os estragos do setor fiscal. Para isso eles estão encaminhando esse projeto que acaba resultando em perdas para os trabalhadores e isso nós não vamos permitir em hipótese alguma. A mobilização é nacional e por enquanto os técnicos da UFS realizam o ato público no período de um dia corrido", afirmou o presidente do Sintufs, Lucas Gama.
"Essa mobilização que ocorre em todos os estados brasileiros serve para que todos nós consigamos lutar pelo progresso da nossa educação pública e não pelo retrocesso. Por esse principal motivo eles (dirigentes) estão do nosso lado e esperamos que os estudantes e professores também juntem-se à causa. Precisamos do apoio de todos para derrubar já na primeira instância o Projeto de Lei 257/16", pontuou.
Na tarde de ontem eles buscaram conversar sobre o assunto com a reitoria da UFS, mas a informação repassada foi de que os gestores estariam reunidos para aprofundar as análises sobre a reivindicação apresentada pela categoria.
Professores – O sindicato dos Professores da UFS também não se manifestou sobre uma possível adesão ao movimento, mas segundo o docente João Éverton Medeiros, a unificação das categorias pode resultar em benefícios coletivos. "Precisamos de mais concursos, valorização salarial e melhores condições de trabalho. Pela rápida leitura que fiz sobre essa proposta encaminhada ao congresso, acabaram as chances de alcançar algum tipo de mudança positiva ao menos nesse momento de caos político e administrativo do nosso país", lamentou.

