Servidores do CEAC mantêm greve

Os oficiais administrativos da Secretaria de Estado  de Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLAG) lotados nos Centros de Atendimento ao Cidadão (CEACs) permanecem em greve.

A decisão foi tomada durante assembleia geral da categoria realizada na noite da última segunda-feira, dia 16. Os cerca de 120 servidores dos CEACs) não aceitaram a contraproposta do governo estadual e decidiram dar continuar a suspensão de atividades que se iniciou no dia 11 deste mês.
Representantes do comando de greve foram recebidos no dia 12 pelo secretário de Estado do Planejamento, João Augusto Gama, mas não houve avanço.
A  categoria quer a definição de prazos por parte do governo para implantar a incorporação do auxílio-alimentação de R$ 350 aos vencimentos dos profissionais, assim como acontece com os servidores do Detran.

Com a greve, todos os serviços administrativos diretamente ligados à Secretaria de Segurança Pública e ao Núcleo e Núcleo de Apoio ao Trabalhador (NAT), além da requisição de consultas e exames do IPES Saúde não estão sendo realizados.
Nesta quarta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos de Sergipe (SINTRASE) realiza um ato público às 7h30 no CEAC da Rodoviária Nova.
A ameaça do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) não ser colocado em prática pelo governo sob o argumento de não haver situação financeira favorável da máquina administrativa também preocupa o sindicato.
Na última sexta-feira o secretário de Estado da Fazenda, Jefferson Passos, falou sobre as dificuldades econômicas enfrentadas pelo governo para realizar a implementação do plano.

O secretário apresentou os dados do terceiro quadrimestre do ano passado referente às contas do governo nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. As informações foram prestadas à Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa. De acordo com o levantamento apresentado pelo secretário o governo de Sergipe já atingiu 48,78% dos gastos, ficando acima dos 46,55% do limite prudencial de 46,55%. O máximo de despesas nãz pode ultrapassar os 49%.    
Para o SINTRASE, a situação é preocupante, considerando que a implantação do PCCV está condicionada aos limites financeiros determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).  
A categoria está buscando um canal de negociação com o governo para implantação do Plano que envolve 12.500 servidores da administração pública.

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