Taxista desaparece após fazer corrida na Atalaia

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

A Polícia Civil investiga o desaparecimento do taxista Laércio Pereira da Silva, 50 anos, que saiu de casa para trabalhar na noite do dia 31 de dezembro e não retornou até o fechamento desta edição. Segundo familiares, ele foi visto pela última vez na tarde do dia 1º, enquanto abastecia o carro em um posto de gasolina no bairro 13 de Julho (zona sul de Aracaju). O caso já é acompanhado pela equipe do delegado André Baronto, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que já ouviu alguns parentes e amigos do taxista.

O irmão, Nivaldo Pereira da Silva, afirma que Laércio estava com um taxi Fiat Siena branco, de placas IAM-6181/SE, e chegou a ser visto na manhã do dia 1º, quando deu carona a um amigo até o Terminal de Integração da Atalaia, próximo à Orla. Depois, ele só seria visto à tarde. "Um colega que roda também de táxi, viu ele no posto de gasolina, e chegou a cumprimentar, mas foi um negócio muito rápido", afirmou, confirmando que o taxista chegou a ver um passageiro no banco de Laércio, mas não conseguiu identificá-lo.

Algumas pistas desencontradas chegaram a ser divulgadas ao longo do dia. Uma delas apontou que o táxi de Laércio foi visto a caminho de Estância, em alta velocidade – o que não foi confirmado. Uma das filhas do taxista, Gabriela Souza, confirmou ao JORNAL DO DIA que a polícia já entrou oficialmente no caso, mas preferiu não entrar em detalhes. "Todas as informações que temos nós já passamos para o delegado, que já está a par de tudo. O que eu peço é que vocês divulguem a foto dele e peçam que quem tiver alguma informação, que passe pra polícia. Divulguem, porque estamos todos desesperados aqui. É uma angústia muito grande", disse Gabriela.

As investigações do Cope estão sob sigilo, mas, em declarações a outros veículos de imprensa, outros parentes de Laércio apontaram duas possibilidades sobre o que poderia ter ocorrido com ele. A primeira aponta para um suposto assalto, enquanto a outra indica que o taxista estaria sendo ameaçado de morte por conta de uma dívida. Qualquer informação sobre o paradeiro do taxista pode ser passado ao telefone do Disque-Denúncia (181) ou à própria família, através do (79) 9925-1510.

Outro caso – Este é o segundo caso de desaparecimento que é investigado pela Polícia Civil em Aracaju. O primeiro é o da universitária paranaense Débora Aparecida Mirachi, 33, desaparecida desde a noite do último dia 12 de dezembro, quando saiu de sua casa para "dar uma volta" e não deu mais notícias. O carro da jovem, um VW Crossfox, foi encontrado no final da Rodovia José Sarney, no Mosqueiro (zona de expansão), com todos os objetos intactos. O Corpo de Bombeiros já fez várias buscas na região, mas já descartou a hipótese de que ela teria morrido afogada. Desde a semana passada, o sumiço é apurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas ainda não há pistas sobre a jovem.

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