Cerca de 150 taxistas que realizam o serviço de lotação na capital voltaram a realizar, na manhã de ontem, uma manifestação no Centro Administrativo Prefeito Jose Aloísio Campos, no Cj. Castelo Branco (zona oeste). A categoria cobra um canal de negociação com a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) para legalizar a atividade na capital.
Os manifestantes ocuparam a área externa da PMA, numa tentativa de agendarem uma audiência com o prefeito de Aracaju, João Alves Filho, mas não obtiveram sucesso. "Por enquanto ficou apenas a promessa de uma audiência, que ainda não tem data e nem local definido", disse Carivaldo de Jesus Santos, presidente da Cooperativa dos bairros Coroa do Meio, Atalaia, Augusto Franco e Santa Tereza.
As cooperativas de táxis-lotação já planejam realizar um grande ato público durante o Pré-Caju, durante os dias 24 a 26 deste mês. "Se a prefeitura não der um retorno, vamos bloquear os principais acessos à festa", avisa. Amanhã, às 10h, o grupo realiza uma reunião para discutir novos encaminhamentos de mobilização.
Sobre a regularização do serviço, Carivaldo de Jesus afirma que a medida é uma garantia de trabalho para as centenas de pessoas que sobrevivem da atividade do táxi-lotação. Além disso, ele destaca que a legalização representa também um ganho social por ampliar a oferta de transporte na capital, que hoje enfrenta problemas com o sistema de transporte coletivo. Os representantes das cooperativas ressaltam que a quantidade de frota disponibilizada para moradores de vários bairros continua insuficiente diante da grande demanda populacional e que o táxi-lotação passa a ser uma alternativa para várias comunidades.
A categoria também reivindica a legalização para se proteger de multas aplicadas pela Superintendência Municipal de Transporte e Transito (SMTT). De acordo com Carivaldo, muitos motoristas estão contraindo dívidas para pagar as despesas com as multas, que segundo ele, chegam a um montante de R$ 5 mil.

