Trabalho precário

 

Se o desemprego na casa dos 13 
milhões é assustador, a taxa de 
subocupação entre os trabalhadores brasileiros também não fica atrás. Em todo o País, milhões de profissionais estão constrangidos a produzir abaixo da própria capacidade – talvez o mais agudo sintoma de que a economia continua mal das pernas. Sem a capacidade de gerar riqueza, o Brasil é hoje um País de trabalhadores desalentados.
Em Sergipe não é diferente. Os dados apurados entre abril e junho deste ano mostram que 179 mil sergipanos acima de 14 anos estão subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, contra 138 mil do trimestre anterior e 134 mil do mesmo período de 2018. Trocando em miúdos: a disposição de dar duro é inversamente proporcional às oportunidades.
Todos os números relacionados ao emprego dão medo. O contingente de trabalhadores desalentados, por exemplo, também é recorde. Trata-se aqui de quase cinco milhões de brasileiros em idade produtiva que simplesmente desistiu gastar sola de sapato em busca de uma oportunidade.
O brasileiro está longe de ser um povo particularmente alheio ao poder da fé. O contexto, no entanto, faz desacreditar até o mais crente dos homens. A reforma trabalhista, principal feito do governo Temer, não deu nem dará conta de aumentar o número de vagas no mercado formal de trabalho. Mesmo considerando o saldo ligeiramente positivo, em comparação com o período mais dramático da crise, é preciso admitir que o emprego com carteira assinada tem hoje o status de privilégio. E a política liberalista do presidente Bolsonaro segue na mesma balada.

Se o desemprego na casa dos 13  milhões é assustador, a taxa de  subocupação entre os trabalhadores brasileiros também não fica atrás. Em todo o País, milhões de profissionais estão constrangidos a produzir abaixo da própria capacidade – talvez o mais agudo sintoma de que a economia continua mal das pernas. Sem a capacidade de gerar riqueza, o Brasil é hoje um País de trabalhadores desalentados.
Em Sergipe não é diferente. Os dados apurados entre abril e junho deste ano mostram que 179 mil sergipanos acima de 14 anos estão subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, contra 138 mil do trimestre anterior e 134 mil do mesmo período de 2018. Trocando em miúdos: a disposição de dar duro é inversamente proporcional às oportunidades.
Todos os números relacionados ao emprego dão medo. O contingente de trabalhadores desalentados, por exemplo, também é recorde. Trata-se aqui de quase cinco milhões de brasileiros em idade produtiva que simplesmente desistiu gastar sola de sapato em busca de uma oportunidade.
O brasileiro está longe de ser um povo particularmente alheio ao poder da fé. O contexto, no entanto, faz desacreditar até o mais crente dos homens. A reforma trabalhista, principal feito do governo Temer, não deu nem dará conta de aumentar o número de vagas no mercado formal de trabalho. Mesmo considerando o saldo ligeiramente positivo, em comparação com o período mais dramático da crise, é preciso admitir que o emprego com carteira assinada tem hoje o status de privilégio. E a política liberalista do presidente Bolsonaro segue na mesma balada.

 

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