Transplante foi um sucesso, diz equipe médica

Doutor Bragança explicou que ela se enquadra em situação de cirurgia comum, para retirada de rim, enquanto ele, por ser renal crônico e ter recebido um novo órgão, precisa estar sob vigilância 24h.

Nesta quinta-feira (6), o transplante renal voltou a ser realizado no Estado, após 10 anos desde o último procedimento. A cirurgia, envolvendo uma doadora viva, aconteceu pela manhã no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), em Aracaju. O paciente, Luiz de Gonzaga, 55 anos, residente em São Cristóvão, recebeu da esposa, Josiene da Fé Hora, o rim direito com 100% de compatibilidade.
O coordenador de Transplantes do Hospital Universitário de Aracaju, Dr. Ricardo Bragança disse que a cirurgia foi um sucesso e pós operatório dele é excelente. “Ele já dá sinais de melhora na função renal. Todo o trabalho do transplante é muito técnico, tudo foi muito planejado, muito preparado e a cirurgia aconteceu sem nenhuma intercorrência”, detalhou.
O paciente renal se recupera na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enquanto sua esposa está em um apartamento. Doutor Bragança explicou que ela se enquadra em situação de cirurgia comum, para retirada de rim, enquanto ele, por ser renal crônico e ter recebido um novo órgão, precisa estar sob vigilância 24h.
Para a Secretária de Estado da Saúde, o transplante é um grande passo para a Saúde pública e chega como o início da transformação na vida de muitos pacientes que estão na fila de espera da doação de órgãos e tecidos. “Hoje temos a concretização de um estudo, de um trabalho que desde quando eu assumi temos lutado para efetivar. Esse foi o primeiro movimento que fiz quando assumi a gestão, ainda na pandemia, a habilitação deste hospital para a realização dos transplantes. A gente colocou isso como plano de governo, plano da Secretaria de Estado da Saúde e hoje estamos com o coração aquecido por esse feito. O contrato prevê implantes mensais, de doador vivo 1 a cada mês e uma de doador não-vivo a cada 6 meses. Para isso, claro, vamos conquistar o aporte financeiro necessário para que tudo transcorra como deve ser. Até dezembro queremos avançar muito mais. Esse é um novo ciclo para a saúde pública, o início de um novo momento que iremos viver”, afirma a gestora da SES.
As duas cirurgias estão dentro do Programa de tutoria que deve realizar, junto com a equipe do Hospital Albert Einstein/SP, o total de 5 transplantes renais. O objetivo é garantir a excelência dos procedimentos para que os profissionais do HU-UFS possam dar prosseguimento aos transplantes. Isso será possível após a certificação que a unidade hospitalar receberá com a conclusão da tutoria. “Queremos dar um passo seguinte e, em breve, começarmos a oportunizar o transplante de doador falecido. Nossa meta é fazer isso de forma célere e que possamos ter resultados exitosos”, destacou o Superintendente do HU-UFS, Dalmo Correia Filho.
O segundo transplante renal, também envolvendo doadora viva, está programado para acontecer hoje (7), no HU-UFS. Desta vez, para melhorar a qualidade de vida de um paciente de 59 anos, aposentado, morador da capital, submetido a diálise peritoneal, procedimento indicado para pacientes que apresentam quadros de insuficiência renal aguda ou crônica. O paciente também receberá da cônjuge a doação.
Em Sergipe são, aproximadamente, 1.300 pessoas fazendo alguma modalidade de diálise, o preconizado é 50% estejam inscritos em lista para transplante e uma média de 700 pessoas esperando transplante renal. No momento, o estado de Sergipe está em negociação com o Ministério da Saúde para que o Hospital de Cirurgia possa em breve estar realizando transplante de fígado.

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