Sexta, 23 De Fevereiro De 2024
       
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Um ícone pop


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Publicado em 12 de janeiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Maravilha num toco (Divulgação)

Rian Santos
 
Véio é pop. Nascido e criado nas lonjuras do interior profundo, o artista visual sergipano de maior prestígio no cenário mundial já não é reconhecido apenas por gente de nariz empinado. Além dos intelectuais mais cabeçudos, a fauna metida a besta das vernissagens, Cícero Alves dos Santos – o nome na certidão de nascimento do artista -batiza uma galeria, é procurado para dar entrevistas, suscita teses acadêmicas, estampa blusinhas com o seu trabalho.
Não admira que, sendo ele assim tão popular, as esculturas em madeira de Véio comecem a ser expostas em espaços inesperados. A exposição mais recente, em cartaz no restaurante Seu Sergipe, tem curadoria de Julia Katiane e permanece aberta à curiosidade dos comensais da casa até o dia 30.
Gosto da ideia. O glutão desavisado, atraído pelo perfume das panelas da chef Seichele, enche o bucho e depois de lamber os beiços dá de cara com a maravilha num toco de árvore – uma orgia, uma delícia para todos os sentidos.
Cá entre nós, o jornalista que aqui vos escreve costuma evitar o adjetivo surrado que batiza este artigo, tão maltratado pelas colunas sociais. Boa parte dos ícones proclamados pela imprensa Serigy são como santos de pau oco, jamais fizeram um milagre. Véio, ao contrário, venceu a brutalidade do ambiente, um feito e tanto, animou o imaginário de uma aldeia usualmente pouco afeita às voltas da imaginação.
 
O artista – O Véio do sertão sergipano nasceu em Nossa Senhora da Glória e é artesão desde criança. Autodidata e devoto da cultura popular, o artista já trabalhou com cera de abelha, mas foi na madeira que descobriu os melhores formatos para as suas obras. Recentemente, ganhou o título de Doutor Honoris Causada Universidade Federal de Sergipe (UFS).
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