Gabriel Damásio
Após dois anos de medidas emergenciais contra a pandemia do coronavírus, o governo de Sergipe deu um passo definitivo na flexibilização destas medidas. Ontem, o Comitê Técnico-Científico e de Atividades Especiais (Ctcae) se reuniu com o governador Belivaldo Chagas e ambos decidiram suspender o uso obrigatório de máscaras em todo o estado, tanto nos locais abertos quanto nos fechados. A decisão será oficialmente publicada em decreto na edição de hoje do Diário Oficial do Estado.
O Comitê colocou o assunto em pauta após a aprovação, por parte da Assembleia Legislativa (Alese), da revogação da lei estadual que obrigava o uso de máscaras e impunha multas em caso de descumprimento, embora nenhuma multa tenha sido aplicada por esse motivo até o momento. A proposta encaminhada pelo governo foi aprovada na sessão desta quarta-feira.
A avaliação dos técnicos do Ctcae é de que o cenário atual da pandemia em Sergipe é favorável à liberação do uso de máscaras, devido à diminuição constante dos números diários de casos da doença é de internações provocadas por ela. Os índices de transmissão do coronavírus no Estado também são considerados baixos, graças ao alto alcance da imunização pela vacina anti-Covid. O mesmo cenário favorável vem se repetindo em praticamente todo o país.
Pelos dados do último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, foram registrados 196 casos novos de Covid-19 e dois óbitos nesta quarta-feira; e apenas 25 pacientes com coronavírus estavam internados em hospitais de todo o estado, sendo 17 na rede pública e oito na rede privada. Por sua vez, a cobertura vacinal de primeira dose está em 85,67% e 74,21% estão com a imunização completa.
Mesmo com essa liberação, o Comitê manteve a recomendação pelo uso de máscaras em algumas situações, baseadas no protocolo divulgado recentemente pela Sociedade Brasileira de Imunologia. Ele prevê que as máscaras devem continuar a ser usadas por pacientes com sintomas de síndromes gripais ou Covid, bem como Os que tiveram contatos com pessoas sintomáticas; profissionais de saúde que atuem na rede pública e familiares deles; população vulnerável; os não vacinados com as três doses ou dose de reforço; imunossuprimidos; idosos acima de 60 anos, em especial com comorbidades; gestantes; e em locais abertos com aglomeração ou considerados de risco de transmissão de Covid-19, como: transporte público, agências bancárias, repartições, lotéricas e instituições de ensino.
Já a realização de eventos está liberada nas cidades que alcançaram a taxa de 75% da população vacinada com duas doses. Para as que não atingiram, o governo também liberou os eventos, mas obriga que eles tenham um limite de até 3 mil pessoas em ambientes externos e 1.500 nos internos.


