VALE MANTÉM PROJETO DE CARNALITA

O diretor Industrial de Potássio da Vale, Francisco Cisne, e o governador Marcelo Déda se reuniram ontem para que fosse reafirmado ao Governo do Estado de Sergipe o interesse e a prioridade estratégica no plano de investimentos do projeto Carnalita. O diretor informou que a companhia, ao longo de 2012, passou por um processo de revisão geral do seu plano de investimentos, tomando decisões importantes como a desativação de empreendimentos fora do país e redefinição do seu foco. O encontro ocorreu no Palácio dos Despachos.

Pela ‘redefinição de foco’ apresentada ao governador, mantém-se tanto a prioridade ao minério de ferro, quanto as iniciativas voltadas à produção de fertilizantes no centro dos interesses econômicos da Vale. "Assim, a Vale reafirma o seu interesse no projeto Carnalita e a sua intenção de deflagrá-lo o mais breve possível. A diretoria da Vale também solicitou uma revisão do projeto, visando uma otimização de custos, o que deverá ser concluído em setembro, embora esteja assegurado que não há nenhuma redução na escala do projeto tanto do ponto de vista da área a ser explorada, quanto das instalações industriais, que manterão a dimensão anteriormente planejada", destacou o governador Marcelo Déda, após a reunião.

O que se discutirá nesta revisão, ainda de acordo com o relato apresentado ao governador, será o conceito dos prédios e da estrutura da planta, de modo a reduzir custos e a manter o investimento num nível atrativo para companhia e lucrativo para sua exploração. Dentre as alterações apresentadas ao projeto estão a construção de dois salmorodutos, dentre outras adaptações técnicas com o intuito de garantir o projeto Carnalita dentre as iniciativas estratégicas da Vale.

Ações Administrativas – Num segundo momento da reunião foram examinadas questões pertinentes às atribuições na esfera administrativa estadual, a exemplo do fornecimento de gás pela Companhia Sergipana de Gás S.A (Sergás) e a pontos relativos a normas de ordem tributária para viabilizar condições mais adequadas possíveis ao processe de investimentos. "Temos dois momentos no aspecto tributário: o momento da lavra, que tem incidência de tributos municipais e federais, e o momento da negociação do fertilizante já agregando valor ao minério onde a tributação é do ICMS. Estamos estudando a forma de definir cada momento desse, para que possamos viabilizar o compartilhamento dos resultados econômicos da exploração entre os municípios onde se encontra a lavra e a planta", detalhou o governador.

Na prática, a medida visa estabelecer que, tanto o município de Japaratuba (onde fica a planta), quanto o município de Capela (onde será a lavra) devem ter acesso aos recursos oriundos desses investimentos. "Além destes, todos os demais municípios sergipanos serão beneficiados com o aumento da arrecadação de ICMS, que é redistribuído entre todos eles. Este é um projeto com enorme capacidade de geração de emprego nos seus momentos inicias, na fase de construção da planta. A longo prazo, serão garantidos entre 500 e 700 empregos de qualidade e especializados junto à Vale, além da movimentação de toda a economia local, seja na demanda de serviços especializados, seja na própria contratação de mão de obra local", acrescentou o governador.

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