Vazamentos provocam falta de água em bairros de Aracaju

ROUBOS DE EQUIPAMENTOS TAMBÉM PROVOCAM SUSPENSÃO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA

Milton Alves Júnior

Mais de 30 mil contribuintes aracajuanos se depararam com a suspensões parciais do serviço de água encanada nas últimas 48h. Na tarde de ontem, em resposta ao JORNAL DO DIA, a Deso explicou que três vazamentos – sendo dois na rua de Itabaiana, e, um, na Avenida Melício Machado -, contribuíram diretamente para que as redes fossem fechadas, e técnicos promovessem os devidos reparos. Os bairros mais atingidos com a intervenção operacional foram: Centro, Atalaia, Coroa do Meio e parte da Aruana. Boletins gerados pela Companhia de Saneamento indicam que cada intervenção extraordinária durou cerca de 3h.

Paralelo às notificações de interrupção do sistema público na capital sergipana, leitores do JD indicaram ainda problemas semelhantes registrados em municípios da Grande Aracaju, Agreste Central, Médio Sertão Sergipano. Apesar de o tempo de manutenção destes vazamentos ser considerado curto, a Deso garante que, após fechamento da rede – por mais breve que a intervenção seja -, a normalização do serviço acontece de forma gradativa, podendo durar até 24h após o processo de reativação do sistema. De acordo com Flávio Vieira, assessor de comunicação da Companhia, nestes casos a interrupção do sistema não foi previamente comunicada por se tratar de uma ação inesperada.

“Infelizmente são ações inesperadas que não proporcionam tempo para que a Deso comunique aos contribuintes sobre a suspensão temporária do serviço. Em um desses vazamentos da Rua de Itabaiana, eu mesmo flagrei o vazamento e comuniquei ao nosso setor de manutenção. O restabelecimento não acontece de imediato; ao contrário daquilo que acontece com redes elétricas, em todo o planeta, após a interrupção da rede de água, é preciso aguardar um pouco mais para que todo o sistema volta à normalidade”, disse. Além dos vazamentos, o governo indica que furtos de materiais elétricos em centrais de abastecimento também contribuem para que o fornecimento de água nas residências e pontos comerciais sejam prejudicados.

Na tentativa de minimizar ocorrências envolvendo furtos, a direção da Companhia de Saneamento de Sergipe informou que um trabalho em conjunto tem sido realizado com o Ministério Público Estadual (MPE), e com os setores de inteligência e operações ligados à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE). “Ao longo dos últimos meses as investigações têm resultado na prisão de suspeitos não só no interior do estado, mas em alguns bairros de Aracaju também. Um trabalho de investigação e compartilhamento de informações que ainda conta com o apoio da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação (Cohidro). Nesse quesito, toda e qualquer colaboração partida dos sergipanos também será muito bem-vinda”, destacou.

Clandestinidade – Durante as investigações, a Deso identificou que desvios clandestinos têm sido realizados como forma de ampliação dos sistemas de irrigação. Esses flagrantes ocorreram, por exemplo, em cidades como: Cumbe, Porto da Folha, Graccho Cardoso e Monte Alegre de Sergipe. “Atrelado a essas ocorrências também na mira da Polícia Militar e Polícia Civil, o aumento do uso da água em decorrência do calor também tem contribuído para a instabilidade do sistema. Em todos estes casos tratados, a orientação da Deso é que os contribuintes busquem economizar e manter um reservatório com pelo menos 1.000 litros”, completou Flávio Vieira.

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