VENDAS NOS MERCADOS ESTÃO CAINDO

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Por apresentar irregularidades na estrutura física e administrativa, movimento nos mercados centrais de Aracaju desde o início da semana vem registrando redução no número de consumidores. Com o pedido de interdição, ajuizado pelo Ministério Público Estadual, o caso além de preocupar os comerciantes, contribui também para que muitos clientes deixem de efetuar as compras semanais na localidade. Diante da atual situação, vendedores esperam que a Prefeitura de Aracaju viabilize melhorias imediatas e que o fluxo de consumidores volte a melhorar. A redução já gira em torno de 10%, se comparado a semana passada.

Visivelmente preocupado, o comerciante José Antônio dos Santos disse que além dos preços de alguns produtos estarem afastando os clientes do Mercado Albano Franco, a falta de higiene e segurança da região estão contribuindo para que essa evasão dos consumidores se torne ainda mais visível. "Se vocês rodarem por aqui, alguns defensores da atual administração vão dizer que está tudo sob controle. Como é que está tudo perfeito se temos tráfico de drogas, prostituição e livre passeio de ratazanas pelos corredores?", indagou o vendedor que há mais de 15 anos trabalha no espaço.

A preocupação dos vendedores se tornou mais constante com a conclusão de Inquérito Civil que obriga o Município de Aracaju, a Emurb e a Emsurb a tomarem providências com relação às irregularidades encontradas nos Mercados Thales Ferraz, Albano Franco e Antônio Franco. Segundo Maria Edileuza, que também é comerciante, assim que os inspetores chegaram ao mercado começaram a identificar uma serie de irregularidades. "Já imaginávamos que ali era o início de um grande problema para a administração municipal, mas não imaginava que nós poderíamos ser atingidos também", disse.

Vendedora de frutas e verduras, Edileuza garantiu ainda que adota medidas de higiene e conservação dos produtos à venda justamente com o receio de ter a banca interditada por algum órgão de fiscalização. "O que me deixa contrariada é que ao mesmo tempo em que muitos possuem esse mesmo zelo pela qualidade do alimento, outros aqui não estão nem aí para a higienização e acabam prejudicando a maioria. Não só eu, mas mais de 85% desses comerciantes necessitam desse comércio para sobreviver", concluiu.

Melhorias – Percebendo o baixo número de clientes que ainda permanecem consumindo os alimentos vendidos nos três mercados, o publicitário Ronaldo Simões informou que também vai deixar de comprar nesses centros comerciais. "Eu prefiro pagar caro a ter um futuro problema de saúde. Essa é a última vez que venho comprar aqui, só voltarei quando os órgãos responsáveis por essa vistoria garantirem que o mercado passou a ser exemplo de ordem higiênica", afirmou.

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