O Jornal do Dia completa hoje 18 anos. A maioridade chega em um contexto desafiador, quando uma epidemia de desinformação corrói os alicerces de democracias sólidas, com risco real de levantes autoritários. Episódios diversos, a exemplo da invasão do capitólio, nos Estados Unidos, ou o assalto terrorista em Brasília, ferida ainda tão recente, sublinham a natureza primitiva dos inimigos da imprensa livre.
Em cenário, assim, adverso, a maturidade do Jornal do Dia não diz respeito apenas aos seus leitores, funcionários, colaboradores, anunciantes e direção. Trata-se, isso sim, de um feito relevante para toda a sociedade sergipana. À parte as disputas naturais de um mercado concentrado ao extremo, como ainda é a comunicação social no Brasil, a verdade é que todo canal dedicado à divulgação responsável dos fatos, mediante a devida apuração, concorre imediatamente para a boa saúde do debate público. Este é justamente o propósito assumido pelo diário que o leitor tem em mãos, tão fácil de manusear.
Modéstia à parte, o Jornal do Dia vem fazendo o seu papel muito bem, obrigado. A preocupação de reverberar a diversidade própria dos regimes democráticos jamais abdicou de um posicionamento explícito em favor das causas sociais. Este é, aliás, um jornal muito cioso de seu perfil progressista, desde o primeiro número.
Cada edição do Jornal do Dia que chega às bancas, à casa dos assinantes, compartilhada pelos aplicativos de troca de mensagens, nas redes sociais, é uma vitória. A crise econômica feriu de morte diversas publicações importantes, Brasil afora. Em Sergipe, onde todo mundo se conhece, não há uma só redação ilesa ao revés generalizado. No que diz respeito a este diário, entretanto, o compromisso de veicular a informação devidamente apurada, o argumento fundamentado, a crítica e até o dissenso não retroagiu nem uma vírgula.
Lá se vão 18 anos de luta diária. Um dia depois do outro, confiante no avanço social e no próprio futuro, assim se mantém o Jornal do Dia.


