Sob o manto das PPPs

Sob o manto das parcerias público-privadas, a privatização avança em Sergipe. Ao invés de se colocar na linha de frente do tratamento oncológico, por exemplo, o governo do estado prepara o terreno para ceder o Hospital do Câncer, em favor de terceiros, antes mesmo de sua inauguração.
Já há um edital prevendo a concessão administrativa do Hospital do Câncer, modalidade na qual a empresa contratada será responsável pela execução de projetos, serviços e manutenção do hospital.
Na prática, o governo do estado se dispõe a pagar para que uma empresa responda pelos serviços que vierem a ser prestados pelo Hospital do Câncer. E lava as mãos. A prática virou regra, embora não haja consenso sobre o proveito das privatizações dos serviços sob a responsabilidade constitucional do poder público.
Todo esforço para minimizar o sofrimento dos pacientes oncológicos dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Sergipe produz efeito imediato. A carência de leitos, unidades de tratamento e até do maquinário indispensável ao tratamento é responsável por uma demanda reprimida que os hospitais locais estão longe de atender a contento. Após anos de incerteza e espera, durante os quais a construção do Hospital do Câncer não passou de esperança, ceder a obra à iniciativa provada pode não ser o melhor para os sergipanos.
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