ESGOTO PROVOCA ACIDENTE EM PRAÇA

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Na noite do último domingo, 5, um ciclista, de nome Carlos Henrique, sofreu um acidente enquanto pedalava pelo conjunto Augusto Franco, em Aracaju. O fato ocorreu por volta das 20h quando atravessava a Praça da Juventude e acabou caindo em um bueiro de aproximadamente dois metros de profundidade. Surpresos com o acidente, alguns populares e motoristas que passavam pelo local foram tentar socorrer a vítima. Diante da dificuldade, uma equipe da Unidade de Pronto Atendimento Fernando Franco foi acionada, mas a direção informou que os profissionais não poderiam deixar a unidade para atender o chamado.

De acordo com Ricardo Almeida, uma das pessoas que tentou ajudar o ciclista, a informação repassada pela direção é que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), é que deveria resgatar a vítima e encaminhar para o posto de saúde. "O problema disso tudo é que o sinistro ocorreu a menos de 100 metros do posto, lá tinha equipe de plantão, e eles omitiram socorro. Ou seja, se o cidadão morresse a culpa seria de quem? Do sistema que não permite a atuação de alguns profissionais fora da unidade", indagou.

Apresentando sinais de embriaguez, o ciclista, antes de sofrer o acidente havia sido visto em um botequim que também fica na praça onde existe o bueiro aberto. Segundo o morador Antônio Ribeiro, independente do consumo ou não de bebida alcoólica, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não deveria negar assistência. "Trata-se de um serviço público e que deveria ter menos burocracia na hora de atender a população. Avalio essa medida da unidade de saúde como covarde e desumana", afirmou. Diante da insatisfação popular, um grupo de moradores informou que iria levar o caso para ser avaliado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Atendimento – Ciente do caso, a direção da SMS informou ao JORNAL DO DIA que devido a inexistência de equipamentos utilizados nas ruas, nenhum profissional que atua em postos de saúde está autorizado a prestar atendimento dessa natureza. "A gerência do pronto atendimento assim que registrou o caso entrou em contato com a secretaria a fim de comunicar a reivindicação dos populares. Nesses casos, se houver atraso na chegada de uma equipe do Samu, os moradores é que devem encaminhar os pacientes até a unidade", informou a SMS através de nota oficial.
De acordo com relatório médico, Carlos Henrique deu entrada na UPA por volta das 21h e foi medicado. Ele recebeu alta às 1h20.

Compartilhe esta notícia