Cândida Oliveira
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Hoje, quinta-feira, completam 16 dias que os funcionários da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Aracaju (Apae) estão de braços cruzados, porque há dois meses não recebem salários. Ontem, dia 9, eles realizaram ato em frente à sede da Associação, pedindo solução para o caso.
Segundo o presidente da Apae, Max Santos Guimarães, 80% dos usuários estão sem aulas. "Só conseguimos manter funcionando a fisioterapia e o Atendimento Educacional Especializado", informou. Ele confirmou que os salários dos meses de agosto e setembro estão atrasados e 25% dos salários de julho ainda faltam ser pagos.
Atualmente a Associação conta com 41 funcionários. As duas folhas de pagamento atrasadas totalizam R$ 70 mil. A Apae conta apenas com 1 fisioterapeuta, 2 psicólogos e 1 fonoaudiólogo e boa parte deles é de voluntários.
Ainda de acordo com Max, houve uma conversa com a Prefeitura de Aracaju, mas por conta do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da ONG Eunice Wever, por enquanto não existe a possibilidade de ajuda de custeio por parte do município. Com o Governo do Estado ele já fez contato, mas ainda não obteve resposta às solicitações de reunião com o governador em exercício, Jackson Barreto, e com a secretária adjunta da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social, Maria Luci Silva.
As greves dos bancários e dos funcionários do telemarketing da Apae prejudicaram as doações que normalmente são realizadas a instituição. "As doações diminuíram nos últimos meses, mas temos esperança que tudo irá se resolver", afirmou o presidente da Associação. Aproximadamente 80% da ajuda que recebem são realizadas por pessoas físicas. "Recebemos todo tipo de doação, de dinheiro, a alimentação, material de limpeza e brinquedos", contou Max. A instituição está aberta para receber doações, o telefone de contato é (79) 3205-4600.
Ele fez ainda um pedido a sociedade sergipana: "muitas pessoas precisam da Apae, sem a instituição, como esses usuários serão tratadas? Então, peço que a população possa nos ajudar ". A Associação que funciona em dois turnos, atende atualmente 200 pessoas com deficiência.
Ajuda – Quem entrou na luta para dar apoio a Apae foi a Associação dos Militares de Sergipe (Amese), que convocou todos os policiais e bombeiros militares a participar da campanha de solidariedade em prol da instituição. Quem quiser colaborar pode levar sua doação de alimentos não perecíveis à sede da Amese, localizada na rua Boquim, 147, sala 03, Centro, no horário das 8h às 17h30, de segunda a sexta-feira.


