Impasse pode prejudicar ano letivo na UFS

Programado para começar na próxima segunda-feira, 7 de abril, o ano letivo da Universidade Federal de Sergipe (UFS) poderá ser adiado caso continue o impasse entre os técnico-administrativos da instituição e a reitoria.
Na manhã de ontem, durante mais uma assembleia, a categoria rejeitou a proposta apresentada ao Comando de Greve na última terça-feira pela reitoria da UFS. Os servidores reivindicam redução da jornada de trabalho de quarenta para trinta horas semanais.
O reitor da UFS, Angelo Antoniolli, propôs enviar a reivindicação ao Conselho Superior da Universidade (Consu) para a criação da Comissão Própria de Flexibilização de Jornada (CPFJ).
"As propostas foram muito amplas e não apresentam nada de concreto. Em relação às mudanças na carga horária, entendemos que o próprio reitor pode viabilizar a criação da comissão por meio de portaria, o que demandaria menos tempo. Esperávamos mais", disse Gileno Ferreira, diretor administrativo e financeiro do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativo da UFS (Sintufs).
Durante a assembleia, os trabalhadores formularam propostas a partir do que foi sugerido pela reitoria, acrescentando prazos e metas para inicio das medidas. Eles voltaram a se reunir com a direção da UFS às 16h de ontem na Sala dos Conselhos Superiores, na Reitoria, para apresentar as observações feitas no documento.
Sem um acordo, o Comando de Greve continua obstruindo o Centro de Processamento de Dados (CPD) da universidade, fechado pelos servidores há oito dias. Com os serviços suspensos, não há como dar seguimento a procedimentos internos que dão continuidade à conclusão da matrícula dos alunos. A greve na UFS começou em 26 de março, último dia para a reformulação da matrícula.
Além de processar as matrículas dos estudantes, o CPD é responsável pelo processamento da lista dos candidatos excedentes do vestibular ENEM/SISU/2014. Sem esta ação, os candidatos aprovados que ainda estão em lista de espera não podem ser convocados. Ainda, com o bloqueio do acesso ao CPD, a execução de procedimentos administrativos que viabilizam a assistência estudantil, bem como as bolsas de pesquisa para os alunos da graduação, está prejudicada.
Entre as reivindicações da categoria, estão também a revogação do contrato firmado em outubro do ano passado entre UFS e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), atual gestora do Hospital Universitário (HU), além de outras questões.

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