Encerrada a cerimônia de diplomação o reeleito governador Jackson Barreto com seu novo canudo na mão, deve ter pensado naqueles que o ajudaram a seguir a trilha que o levou até o governo do estado. Não foi um caminho fácil. Jackson não fazia parte das elites sergipanas, nasceu em berço pobre, e ao dar expansão à sua veia política, entendeu que teria de assimilar e incorporar às suas ações o permanente inconformismo com a persistência de uma realidade social perversa, que para ser combatida exigiria imensos sacrifícios. Muitos, junto com ele, optaram pelo caminho do sacrifício e dos riscos que advieram com a indesejada entrada em cena de uma ditadura. Talvez com essas lembranças, sentindo a ausência de um amigo que não pôde comparecer à diplomação, JB resolveu ir à casa de Rosalvo Alexandre, para mostrar a ele o seu diploma, e dizer-lhe que aquele símbolo de uma conquista também lhe pertencia. No gesto, estendia a homenagem aos companheiros de jornada e a todos os sergipanos.
Rosalvo, neste mês, teve outras emoções. Foi comemorar com os colegas da turma de 72 dos agrônomos de Cruz das Almas, Universidade Federal da Bahia os 42 anos da formatura. O encontro foi em Ilhéus, e Rosalvo tornou-se o grande homenageado. Ele era o líder da turma, o presidente do Diretório Acadêmico, depois, como lembra o colega Sérgio Santana, a referência maior dos que nunca se conformaram com a ausência da democracia e a falta de liberdade.


