Ibama teme invasão de algas

A Agência Nacional de Águas (ANA) promoveu na segunda-feira (22), em Brasília, mais uma reunião para avaliar os impactos da vazão reduzida no rio São Francisco. Apesar de o desejo do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) seja de reduzir a vazão do nível atual de 800 para 700 metros cúbicos por segundo (m³/s), o pedido não foi formalmente apresentado à agência federal e nem ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A solicitação vai de encontro à opinião da seccional de Sergipe do Ibama. O órgão distribuiu um estudo baseado em trabalhos produzidos por pesquisadores de universidades federais através do qual indicam a necessidade de aumentar a vazão para 900m³/s. O motivo está na preocupação com a possível proliferação de algas na região, em virtude da baixa defluência do rio.

O assunto voltará a ser debatido em outra reunião convocada pela ANA para a próxima segunda-feira (29), a partir das 10h, também por videoconferência. O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda, acompanhou a reunião por videoconferência, no escritório do colegiado, em Maceió (AL). "Esse pedido, quando for formalizado, irá provocar muitos questionamentos, especialmente no Baixo São Francisco", antecipa ele.

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