Não sou livre enquanto outra mulher for prisioneira,Mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas
Audre Lorde
Vivenciamos um golpe! Um golpe que é machista e misógino, como demonstrou o processo de destituição ilegítimo da Presidenta Dilma, primeira mulher democraticamente eleita pelo povo para liderar o Brasil, evidenciando um golpe contra todas. Denunciamos e resistimos ao contexto político onde nós mulheres somos as maiores afetadas.
Resistimos a esse governo usurpador que quer impor mudanças nas regras para aposentadoria. Mesmo com a retirada da proposta da Reforma da Previdência da pauta é preciso garantir o arquivamento da mesma. Exigimos a revogação da Reforma Trabalhista que impactam principalmente as mulheres, flexibilizando os salários, aumentando a jornada de trabalho. Por isso, a mobilização das mulheres deve ser intensa, para mostrar ao governo que não estamos de acordo e que essas reformas.
Denunciamos a perseguição sofrida pelo companheiro Lula, condenado sem nenhuma prova. Compreendemos que ele representa o conjunto daquelas e daqueles que foram excluídos das políticas públicas pelas elites desse país.
Denunciamos os cortes de verbas políticas para o enfrentamento das violências contra as mulheres, em um momento em que as denúncias das violações crescem. Em Sergipe é cada vez maior o número de denúncia de mulheres que tem suas vidas e seus corpos, agredidos, violados e sem direitos. Foram 54 feminicídios em 2017 e nos primeiros meses de 2018 já são 09 casos. Estamos de luto e em luta!
O feminismo nunca matou ninguém, enquanto o machismo segue tirando vidas todos os dias.
Repudiamos vibrantemente ao golpe dado por 18 homens contra as mulheres brasileiras. Somos contra a PEC 181/2011, que proíbe o aborto em todos os casos, inclusive os já previstos pela legislação brasileira. Não atentem a dignidade, a saúde e a vida das mulheres!
Precisamos eleger mais mulheres nos espaços de decisão. Representatividade importa! E renovar o Congresso é tão importante quanto eleger um presidente legítimo e comprometido com as pautas das mulheres e da classe trabalhadora.
A igualdade de gêneros, de classe e de raça é fundamental para as sociedades democráticas e igualitárias. Nenhuma opressão se impõe a outra.
Somos mulheres diversas e nossa força está nessa diversidade. É preciso dar voz aos grupos de mulheres mais oprimidos e exorcizar o racismo dentro do nosso próprio movimento. Devemos empoderar-nos como sujeitas, individuais e coletivas. Juntas, nós, mulheres, transformamos a política e os espaços de poder com a nossa prática feminista.
"Quem não se movimenta, não sente as correntes que a prendem";Rosa Luxemburgo
* Secretaria Estadual de Mulheres do PT de Sergipe


