Liberalismo em cheque

 

O preço dos combustíveis será sempre um pro
blema de governo, sujeito a diversos fatores 
internos e externos, a exemplo da tensão entre Irã e Estados Unidos. A complexidade de tal conta, no entanto, não exime a presidência da República da responsabilidade de preservar a produtividade nacional. 
O preço dos combustíveis reflete diretamente nos custos da produção industrial. A recusa de tabelar o valor cobrado na bomba é uma decisão política com repercussão na economia. Para avaliar se o presidente Bolsonaro erra ou acerta ao defender o postulado liberal como a um dogma, é preciso se ater às consequências. 
Não foi por acaso que a greve dos caminhoneiros conquistou um apoio popular expressivo, apesar das consequências previsíveis nos bolsos já esvaziados dos brasileiros, em passado recente. A política de preços praticada pela Petrobras chegou às raias do insustentável. Para remediar a situação, no entanto, é preciso interferir diretamente na gerência da Petrobrás, contrariando o principal dogma do liberalismo econômico: a famigerada liberdade de mercado.
Bolsonaro explica o alto preço de combustível praticado hoje no Brasil como quem lava as mãos. Ele cita os impostos federais e o monopólio da distribuição como as principais razões para a gasolina custar os olhos da cara. Talvez devesse admitir que ainda é assim porque ele próprio não quer fazer diferente.

O preço dos combustíveis será sempre um pro blema de governo, sujeito a diversos fatores  internos e externos, a exemplo da tensão entre Irã e Estados Unidos. A complexidade de tal conta, no entanto, não exime a presidência da República da responsabilidade de preservar a produtividade nacional. 
O preço dos combustíveis reflete diretamente nos custos da produção industrial. A recusa de tabelar o valor cobrado na bomba é uma decisão política com repercussão na economia. Para avaliar se o presidente Bolsonaro erra ou acerta ao defender o postulado liberal como a um dogma, é preciso se ater às consequências. 
Não foi por acaso que a greve dos caminhoneiros conquistou um apoio popular expressivo, apesar das consequências previsíveis nos bolsos já esvaziados dos brasileiros, em passado recente. A política de preços praticada pela Petrobras chegou às raias do insustentável. Para remediar a situação, no entanto, é preciso interferir diretamente na gerência da Petrobrás, contrariando o principal dogma do liberalismo econômico: a famigerada liberdade de mercado.
Bolsonaro explica o alto preço de combustível praticado hoje no Brasil como quem lava as mãos. Ele cita os impostos federais e o monopólio da distribuição como as principais razões para a gasolina custar os olhos da cara. Talvez devesse admitir que ainda é assim porque ele próprio não quer fazer diferente.

 

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