Saumíneo Nascimento
Abordaremos algumas informações so bre um novo relatório da Organiza ção Mundial da Saúde (OMS) que oferece orientação e ferramentas para os líderes urbanos enfrentarem algumas das principais causas de morte nas cidades.
As doenças não transmissíveis (DNTs) – como doenças cardíacas, derrame, câncer e diabetes – matam 41 milhões de pessoas em todo o mundo a cada ano, e os acidentes de trânsito matam 1,35 milhão.
No Brasil por exemplo, a taxa de urbanização é de aproximadamente 85% e deverá ultrapassar a 90% em mais uma década, portanto os administradores das cidades necessitam tomar decisões que impactam a saúde de seus habitantes para que as cidades prosperem. Assim todos precisam de serviços que melhorem sua saúde, o transporte público, espaços ao ar livre seguros, limpos e atraentes, comida saudável e, serviços de saúde com mais acessibilidade.
O relatório, intitulado "O poder das cidades: combater doenças não transmissíveis e lesões no trânsito", é voltado para prefeitos, funcionários do governo local e planejadores de políticas da cidade.
Financiado pela Bloomberg Philanthropies, destaca as principais áreas em que os líderes da cidade podem enfrentar os motoristas das DNTs, incluindo uso de tabaco, poluição do ar, dietas precárias e falta de exercício e melhorar a segurança nas estradas.
"Ao replicar as medidas mais eficazes em escala global, podemos salvar milhões de vidas", disse o Embaixador Global da OMS para DNTs e lesões, e o prefeito de Nova York, Michael R. Bloomberg, em três mandatos."Estamos trabalhando para conscientizar os líderes da cidade e os formuladores de políticas sobre os ganhos reais que podem ser alcançados quando programas efetivos estão em vigor".
Desde ações antitabaco em Pequim e Bogor, até iniciativas de segurança viária em Accra e Bangcoc, um esquema de compartilhamento de bicicletas em Fortaleza e ações para criar ruas passíveis de pedestres para idosos que reduziram em 16% a mortalidade de pedestres idosos em Nova York, segundo o relatório visa compartilhar conhecimento entre planejadores de políticas urbanas.
Dos 19 estudos de caso citados, 15 são de países em desenvolvimento, onde ocorrem 85% das mortes prematuras de adultos por DCNT e mais de 90% das mortes no trânsito são registradas.
Mais de 90% do crescimento futuro da população urbana ocorrerá em países de baixa ou média renda, e sete das dez maiores cidades do mundo estão em países em desenvolvimento.
As iniciativas citadas no relatório são semelhantes às implementadas na iniciativa Parceria para Cidades Saudáveis, uma iniciativa conjunta da OMS, Filantropia e Estratégias Vitais da Bloomberg que reúne mais de 50 cidades para compartilhar políticas e planos de combate às DNTs e lesões.
A rede, liderada por Bloomberg, ajudou a garantir que 216 milhões de pessoas sejam cobertas por pelo menos uma intervenção para protegê-las de DNTs e lesões no trânsito desde 2017.Cerca de 193 países se comprometeram a reduzir as mortes prematuras de DNTs em um terço até 2030 e reduzir pela metade as mortes e lesões no trânsito até 2020, por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Destaque-se que a Parceria para Cidades Saudáveis é uma prestigiada rede global de cidades comprometidas em salvar vidas, prevenindo doenças não transmissíveis (DNTs) e lesões. Apoiada pela Bloomberg Philanthropies em parceria com a Organização Mundial de Saúde e Estratégias Vitais, essa iniciativa permitirá que cidades em todo o mundo ofereçam uma política de alto impacto ou uma intervenção programática para reduzir os fatores de risco para DNT em suas comunidades.
Cada cidade recebe apoio para implementar uma das dez intervenções comprovadas para prevenir doenças e lesões não transmissíveis.
Nesta iniciativa da OMS – Organização Mundial da Saúde a cidade destaque é Fortaleza-CE. Em Sergipe independente de acordos e convênios internacionais, as cidades poderiam adotar as referidas estratégias de melhoria da qualidade de vida e melhorar o cotidiano dos cidadãos, propiciando melhores ambientes para as diferentes faixas etárias da nossa população, pois a luta pela vida nas cidades é diária e constante.


