Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelam uma reali dade que os sergipanos estão cansados de viver: Se a situação da economia verde e amarela passa longe de animadora, o PIB local é o mesmo de um estado em petição de miséria.
Os números prescindem de especulação. Sergipe anda para trás. A indústria sergipana vem acumulando variações negativas desde 2013. Em 2017 o seu PIB declinou em 11,7% em relação a 2016.
No Nordeste, apenas Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe ficaram abaixo do crescimento médio da série (2,4% ao ano), com variações de 2,0%, 2,2% e 2,3% ao ano, respectivamente.
Segundo o próprio IBGE, as explicações para o crescimento pífio de Sergipe não são nada misteriosas. Faltou investimento. A retração industrial, aliada às perdas da construção civil e à queda na produção de energia elétrica pela usina de Xingó sangraram os cofres estaduais, até o último tostão furado.
A falta de recursos é o principal argumento do Governo de Sergipe para explicar o desemprego escandaloso e a estagnação da economia local. Ninguém nega o cenário adverso, mas esta é uma meia verdade. Aparentemente, falta estratégia na aplicação de tanto dinheiro.


