Dói admitir, mas a importância econômica de Sergipe para o resto do País é praticamente nenhuma. Não bastasse a insignificância patente, o estado ainda é marcado por uma das maiores concentrações de renda no Brasil.
Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontou que o Produto Interno Bruto do Estado do Sergipe alcançou R$ 40,7 bilhões em 2017. Parece muito, mas é só poeira, representa apenas 0,6% do total do PIB do País. Outro dado ajuda a explicar a penúria: A administração pública é a principal atividade econômica em 67 municípios sergipanos, ou aproximadamente 84% do total.
Os dados relacionados ao PIB, divulgados ontem, foram colhidos em 2017, quando a crise econômica que ainda morde os calcanhares de prefeitos e governadores começava a dar os primeiros sinais de cansaço. Os pressupostos para tamanho acanhamento, no entanto, jamais foram atacados pelos entes públicos.
Seria interessante cotejar os dados do PIB sergipano com os investimentos públicos em políticas educacionais, mais os índices de aferição do aprendizado nas escolas da rede estadual. Não por acaso, os estudantes sergipanos chegam ao mercado de trabalho com grande dificuldade de leitura e interpretação de texto. Muitos são incapazes de passar um troco.
Ação e consequência. Geração de riqueza e desigualdade social acentuada não precisam ser a expressão econômica de um estado pequeno como Sergipe, o menor do Brasil. Mas sem investimento consequente em educação, qualquer ilusão de relevância no cenário nacional não passa disso mesmo: delírio, história da carochinha.


