Apesar de acolhida por quase todos os deputa dos, a reforma da previdência proposta pelo go vernador Belivaldo Chagas tem efeitos indesejados sobre os gordos vencimentos dos parlamentares sergipanos. Certos da aprovação da matéria, muitos disseram sim em plenário, mas trataram antes de fugir ao sacrifício, amparados por informação privilegiada.
O comportamento dos deputados sergipanos é vergonhoso. Às vésperas da votação em primeiro turno da Reforma da Previdência de Sergipe, dez deputados estaduais e um ex-deputado estadual tiveram o pedido de aposentadoria proporcional concedido. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado da última segunda-feira.
O nome e sobrenome dos espertos foi publicado com todas as letras: Capitão Samuel (49 anos), Vanderbal Marinho (65 anos), Gilmar Carvalho (58 anos), Luciano Pimentel (62 anos), Garibalde Mendonça (63 anos), Luciano Bispo (65 anos), Francisco Gualberto (63 anos), Zezinho Guimarães (64 anos), Goretti Reis (58 anos) e Jeferson Andrade (39 anos), além do deputado federal Gustinho Ribeiro (37 anos), que exerceu dois mandatos como deputado estadual, julgaram razoável assegurar os próprios privilégios enquanto impunham perdas à arraia miúda do funcionalismo.
Convém sublinhar: ontem, somente os deputados Iran Barbosa e Maria Mendonça se posicionaram contra a reforma. Os deputados Kitty Lima, Gilmar Carvalho e Rodrigo Valadares preferiram se abster e fugiram às suas obrigações no momento mais importante de toda a legislatura. Gustinho Ribeiro votou a favor da reforma da previdência na Câmara Federal.
Moral da história: reforma no bolso dos outros é refresco.


