Depois de chegar ao fundo do poço, com um déficit de 14 milhões de vagas, o mercado for mal de trabalho começa a se recuperar, ainda que lentamente. De acordo com o balanço mais recente, 644 mil postos foram abertos no ano passado.
A recuperação ainda é tímida, mas começa a ganhar corpo na forma de novas oportunidades. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem, mostram que o estoque de empregos formais chegou a 39 milhões de vínculos. Em 2018, esse número tinha ficado em 38,4 milhões.
Em Sergipe, o saldo também é positivo. O estado registrou a geração de 2.374 novos empregos no ano de 2019. O número talvez não impressione o leitor mais apressado, mas convém destacar que este é o melhor resultado desde 2014, quando os sergipanos começaram a sentir na pele os efeitos da crise.
Todos os oitos setores da economia registraram saldo positivo no último ano. O destaque ficou com o setor de serviços, responsável pela geração de 382,5 mil postos. No comércio, foram 145,4 mil novas vagas e na construção civil, 71,1 mil.
Tudo indica, apesar de todos os pesares, o pior já passou. Nem por isso, a política econômica do governo federal não está a salvo de críticas. Convém mencionar que a geração de empregos ainda é tímida e se deu após o assalto de diversos direitos trabalhistas. Para quem estava na rua da amargura, entretanto, mais vale a esperança de uma oportunidade futura do que o desengano do desemprego, a dura realidade de muita gente.


