OMS demorou muito

 

A Organização Mundial de Saúde resistiu o quanto 
pôde, tendo em vista a repercussão de ordem eco
nômica previsível. Ontem, no entanto, pressionada pelos fatos, teve de privilegiar a verdade, em detrimento da conveniência: a crise provocada pelo coronavírus já tinha todos os contornos de uma pandemia.
Com a nova classificação, passando de emergência mundial a pandemia, a OMS reconhece que a estratégia adotada até agora para conter a proliferação da doença não foi suficiente. A mudança de status significa que uma transmissão recorrente está ocorrendo em diferentes partes do mundo e de forma simultânea.
A OMS demorou muito para reagir. Até o mês de fevereiro, a entidade insistia que a proliferação em grande escala era registrada somente em cidades chinesas, alegando que os casos fora do país asiático ainda poderiam ser contidos. Isso, em termos técnicos, não representaria uma pandemia, razão alegada pela entidade manter o status de emergência. Resultado: Pelo menos 118 mil casos já foram confirmados, em países de todos os continentes – 35 destes, só no Brasil.
O JORNAL DO DIA alerta, desde o início da crise: É preciso fazer mais para conter o coronavírus. Estratégias direcionadas apenas para identificar casos e isolar pessoas precisam ser substituídas por um plano sanitário que evite mortes em escala massiva. Infelizmente, nem todos os governantes estão conscientes dos riscos assumidos. Se depender do presidente Bolsonaro, por exemplo, a pandemia só será reconhecida se o pior acontecer, no último momento.

A Organização Mundial de Saúde resistiu o quanto  pôde, tendo em vista a repercussão de ordem eco nômica previsível. Ontem, no entanto, pressionada pelos fatos, teve de privilegiar a verdade, em detrimento da conveniência: a crise provocada pelo coronavírus já tinha todos os contornos de uma pandemia.
Com a nova classificação, passando de emergência mundial a pandemia, a OMS reconhece que a estratégia adotada até agora para conter a proliferação da doença não foi suficiente. A mudança de status significa que uma transmissão recorrente está ocorrendo em diferentes partes do mundo e de forma simultânea.
A OMS demorou muito para reagir. Até o mês de fevereiro, a entidade insistia que a proliferação em grande escala era registrada somente em cidades chinesas, alegando que os casos fora do país asiático ainda poderiam ser contidos. Isso, em termos técnicos, não representaria uma pandemia, razão alegada pela entidade manter o status de emergência. Resultado: Pelo menos 118 mil casos já foram confirmados, em países de todos os continentes – 35 destes, só no Brasil.
O JORNAL DO DIA alerta, desde o início da crise: É preciso fazer mais para conter o coronavírus. Estratégias direcionadas apenas para identificar casos e isolar pessoas precisam ser substituídas por um plano sanitário que evite mortes em escala massiva. Infelizmente, nem todos os governantes estão conscientes dos riscos assumidos. Se depender do presidente Bolsonaro, por exemplo, a pandemia só será reconhecida se o pior acontecer, no último momento.

 

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