Sem palavra

 

A motivação dos deputados federais e senado-
res, ao derrubar veto do presidente Jair Bolso-
naro e ampliar o número de brasileiros sob a rede de proteção do governo federal, talvez não seja a mais republicana. De todo modo, o Congresso finalmente impôs um limite à obsessão de rigor fiscal pregada pelo ministro Paulo Guedes, em necessário aceno aos brasileiros mais pobres.
Fala-se aqui dos novos requisitos de acesso ao Benefício de Prestação Continuada. Se dependesse do Planalto, apenas os brasileiros com renda até R$ 261,25 tinham direito ao benefício. Ontem, os deputados federais votaram no mesmo sentido dos colegas senadores e ampliaram o teto para R$ 522,50. O impacto da medida é calculado em R$ 20 bilhões.
A decisão do Congresso se deu na esteira do confronto declarado do presidente Bolsonaro, tendo em vista uma disputa pelo controle de um bom naco do orçamento federal. A semana passada, os deputados e senadores abriram mão de R$ 15 bilhões. O presidente achou pouco, respondeu com a ameaça de uma grande mobilização popular.
Bolsonaro é um homem sem palavra, capaz de passar por cima de qualquer acordo para fazer valer a própria vontade. Em sua visão distorcida do presidencialismo, pode passar por cima de tudo e de todos, autorizado por suposta vontade popular. Não é bem assim. Felizmente, o episódio demonstra, o seu poder não é absoluto.

A motivação dos deputados federais e senado- res, ao derrubar veto do presidente Jair Bolso- naro e ampliar o número de brasileiros sob a rede de proteção do governo federal, talvez não seja a mais republicana. De todo modo, o Congresso finalmente impôs um limite à obsessão de rigor fiscal pregada pelo ministro Paulo Guedes, em necessário aceno aos brasileiros mais pobres.
Fala-se aqui dos novos requisitos de acesso ao Benefício de Prestação Continuada. Se dependesse do Planalto, apenas os brasileiros com renda até R$ 261,25 tinham direito ao benefício. Ontem, os deputados federais votaram no mesmo sentido dos colegas senadores e ampliaram o teto para R$ 522,50. O impacto da medida é calculado em R$ 20 bilhões.
A decisão do Congresso se deu na esteira do confronto declarado do presidente Bolsonaro, tendo em vista uma disputa pelo controle de um bom naco do orçamento federal. A semana passada, os deputados e senadores abriram mão de R$ 15 bilhões. O presidente achou pouco, respondeu com a ameaça de uma grande mobilização popular.
Bolsonaro é um homem sem palavra, capaz de passar por cima de qualquer acordo para fazer valer a própria vontade. Em sua visão distorcida do presidencialismo, pode passar por cima de tudo e de todos, autorizado por suposta vontade popular. Não é bem assim. Felizmente, o episódio demonstra, o seu poder não é absoluto.

 

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