A cueca de R$ 30 mil

 

Um dia, o presidente Jair Bolsonaro afirma de público: acabou com a operação Lava Jato, da Polícia Federal, porque já não há corrupção no Brasil. No outro, um senador da República é surpreendido com R$ 30 mil reais escondidos na roupa de baixo. A indignidade é tamanha, a ponto de resvalar em escatologia. Segundo os agentes responsáveis pelo cumprimento do mandato de busca e apreensão, o dinheiro estava sujo de fezes.
Bolsonaro talvez não soubesse, mas os corruptos estão bem ao seu lado. O senador da cueca milionária, por exemplo, era vice-líder do governo. Dispensado da função após a repercussão do caso, foi também afastado das atribuições parlamentares. O Supremo Tribunal Federal não quer risco de interferência nas investigações em curso.
Pegou mal para o presidente. Bolsonaro já admitiu profunda simpatia pelo parlamentar suspeito. Em suas palavras, ao dois estariam ligados por laços tão fortes a ponto de caracterizar uma "união estável".
De fato, os dois se conhecem há tempos. Eles permaneceram juntos na Câmara entre 1991 e 2011. Antes de ser eleito presidente, Bolsonaro exerceu sete mandatos como deputado em Brasília. Rodrigues, por sua vez, após deixar o Congresso, foi vice-governador e governador de Roraima. Em 2018, ele se elegeu senador.
Não foi por ingenuidade que o presidente Bolsonaro declarou a própria e infundada crença no fim da corrupção. Eleito com a promessa de fazer tudo diferente, vem se distanciando dos oportunistas paladinos da moralidade à medida em que se aproxima do Centrão. Isso, para não falar nas trapalhadas familiares. Para o presidente, superar a pauta do combate aos criminosos de Brasília é uma questão de sobrevivência política.

Um dia, o presidente Jair Bolsonaro afirma de público: acabou com a operação Lava Jato, da Polícia Federal, porque já não há corrupção no Brasil. No outro, um senador da República é surpreendido com R$ 30 mil reais escondidos na roupa de baixo. A indignidade é tamanha, a ponto de resvalar em escatologia. Segundo os agentes responsáveis pelo cumprimento do mandato de busca e apreensão, o dinheiro estava sujo de fezes.
Bolsonaro talvez não soubesse, mas os corruptos estão bem ao seu lado. O senador da cueca milionária, por exemplo, era vice-líder do governo. Dispensado da função após a repercussão do caso, foi também afastado das atribuições parlamentares. O Supremo Tribunal Federal não quer risco de interferência nas investigações em curso.
Pegou mal para o presidente. Bolsonaro já admitiu profunda simpatia pelo parlamentar suspeito. Em suas palavras, ao dois estariam ligados por laços tão fortes a ponto de caracterizar uma "união estável".
De fato, os dois se conhecem há tempos. Eles permaneceram juntos na Câmara entre 1991 e 2011. Antes de ser eleito presidente, Bolsonaro exerceu sete mandatos como deputado em Brasília. Rodrigues, por sua vez, após deixar o Congresso, foi vice-governador e governador de Roraima. Em 2018, ele se elegeu senador.
Não foi por ingenuidade que o presidente Bolsonaro declarou a própria e infundada crença no fim da corrupção. Eleito com a promessa de fazer tudo diferente, vem se distanciando dos oportunistas paladinos da moralidade à medida em que se aproxima do Centrão. Isso, para não falar nas trapalhadas familiares. Para o presidente, superar a pauta do combate aos criminosos de Brasília é uma questão de sobrevivência política.

 

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