Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Sergipe é uma terra re
pleta de Academias
de Letras, livros publicados aos montes e quase nenhum autor de valor. Poetas de rimas fáceis se acotovelam nos bares. Gente muito bem vestida faz pose na fila de autógrafo dos lançamentos. Tudo fachada, matéria para o interesse frívolo das colunas sociais. Na quadra atual, a assinatura de Euler Lopes encarna arara esperança de uma sentença realmente dolente.
A farta produção em dramaturgia reunida no volume ’10 afetos’, anos atrás, recomenda os seus esforços, há tempos. A diversidade dos temas abordados e a consistência dos argumentos apresentados em cena colocaram a Cia A Tua Lona na linha de frente do teatro sergipano. ‘Bolor’, uma publicação independente, dando vazão a textos curtos, com narrador em primeira pessoa e lirismo confessional, também foi levada ao palco. Em um e outro momento, o valor intrínseco do discurso consciente.
A produção já mencionada bastaria para colocar Euler em posição de destaque, entre os autores mais inquietos de sua geração. Mas, a cada novo texto tornado público, a suadramaturgiaganha feições mais bem definidas. Escrevo depois de conferir uma nova compilação de seu trabalho teatral. Luxuosamente ilustrado por Gabi Etinger, responsável também por todo o projeto gráfico do livro, ‘+ 10 afetos’ reafirma a fé na palavra exposta na preocupação aparente de acrescentar algumas vírgulas à ordem do dia.
Fala-se aqui de alguém determinado a fazer e acontecer.A performance de lançamento do livro ‘+10 afetos’, realizada no Largo da Gente Sergipana, à beira do rio, onde ele incorporou uma espécie de Yemanjáandrógina em vestes de Arthur Bispo do Rosário, impressionou pela delicadeza e o cuidado com os leitores. Surpresa nenhuma.Não é de hoje que Euler Lopes se desdobra em achados de poesia.
Rian Santos
Sergipe é uma terra re pleta de Academias de Letras, livros publicados aos montes e quase nenhum autor de valor. Poetas de rimas fáceis se acotovelam nos bares. Gente muito bem vestida faz pose na fila de autógrafo dos lançamentos. Tudo fachada, matéria para o interesse frívolo das colunas sociais. Na quadra atual, a assinatura de Euler Lopes encarna arara esperança de uma sentença realmente dolente.
A farta produção em dramaturgia reunida no volume ’10 afetos’, anos atrás, recomenda os seus esforços, há tempos. A diversidade dos temas abordados e a consistência dos argumentos apresentados em cena colocaram a Cia A Tua Lona na linha de frente do teatro sergipano. ‘Bolor’, uma publicação independente, dando vazão a textos curtos, com narrador em primeira pessoa e lirismo confessional, também foi levada ao palco. Em um e outro momento, o valor intrínseco do discurso consciente.
A produção já mencionada bastaria para colocar Euler em posição de destaque, entre os autores mais inquietos de sua geração. Mas, a cada novo texto tornado público, a suadramaturgiaganha feições mais bem definidas. Escrevo depois de conferir uma nova compilação de seu trabalho teatral. Luxuosamente ilustrado por Gabi Etinger, responsável também por todo o projeto gráfico do livro, ‘+ 10 afetos’ reafirma a fé na palavra exposta na preocupação aparente de acrescentar algumas vírgulas à ordem do dia.
Fala-se aqui de alguém determinado a fazer e acontecer.A performance de lançamento do livro ‘+10 afetos’, realizada no Largo da Gente Sergipana, à beira do rio, onde ele incorporou uma espécie de Yemanjáandrógina em vestes de Arthur Bispo do Rosário, impressionou pela delicadeza e o cuidado com os leitores. Surpresa nenhuma.Não é de hoje que Euler Lopes se desdobra em achados de poesia.