Gasolina vai subir de novo

Não foi sem razão que o preço dos combustíveis virou assunto recorrente em rodas de conversa, noticiários, editoriais. O preço da gasolina nunca esteve tão alto. E vai subir de novo.
Antes do aumento anunciado ontem pela Petrobras, o combustível já acumulava alta de 73,4% em 2021 – Escalada foi impulsionada pela política de Paridade com a cotação internacional do petróleo inaugurada no turno de Michel Temer, mantida por Bolsonaro, a fim de engordar os acionistas da bolsa de valores, a custo de efeitos os mais perversos em toda a cadeia produtiva nacional.
Bolsonaro não é o primeiro presidente a atuar abertamente em desfavor dos brasileiros. Neste particular, entre Temer e o seu sucessor, a única diferença é o palavrório. Um era capaz de argumentar em favor de pretensões questionáveis com um português impecável. Bolsonaro, ao contrário, prefere se pronunciar em poucos caracteres, curto e grosso, através do Twitter, e foge da imprensa como o diabo da cruz.
A crise é real, mas convém ficar atento a todas as consequências, para além do que é visível e imediato. Os fatos provam, não foi por força das circunstâncias que a inflação explodiu a meta, como pretende fazer crer o Banco Central “independente” de Bolsonaro. Os brasileiros assaltados nos postos de combustível são apenas os primeiros a pagar o pato. O resto da fila pode se preparar para colocar a mão no bolso, os preços de alimentos e bens de consumo sobem logo depois.

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