Rômulo Ridrugyes
Na noite do sábado dia 9, já quase madrugada do dia 10 de julho, um fiel discípulo do projeto de poder militar pelo terror da violência, invadiu uma festa de aniversário de uma pessoa que não conhecia, com nítida intenção de praticar uma chacina, e matou friamente o aniversariante.
Mesmo o facínora entrando no salão da festa e direcionando os tiros contra o aniversariante tendo antes proferido a justificativa para matar com um sonoro “aqui é Bolsonaro”, a delegada, também bolsonarista, indicada para presidir a apuração inicial, deixou logo vazar uma Fake de que os dois principais protagonistas haviam morrido e, com isso evitar uma revolta dos agredidos; chegou à apressada conclusão de que o crime não tinha indícios e nem conotação política.
A prova mais contundente que poderia vir à tona, veio, com mais uma tragédia embalada pelo remorso quando o vigilante da binacional Itaipu, Claudinei Coco Esquarcini responsável pela senha das câmeras de segurança da associação (ARESF) onde era festejado o aniversário de Marcelo Arruda, mostrou para o assassino as imagens que mostravam que o motivo da festa era temático e o tema era o PT e o ex-presidente Lula.
A revelação das imagens foi o bastante para impulsionar discípulo do presidente cessante e suas ideias de exterminar adversários políticos fosse até o local da festa e descarregasse o ódio cultivado.
No domingo, dia 10, na praia da Pajuçara, em Maceió, uma jovem usando biquíni e enrolada em uma bandeira com a imagem de Lula, ao passar diante de uma dupla de policiais ouve dois comentários: o masculino diz que ela está pedindo para morrer e o feminino diz que bastava uma bala pelas costas.
Uma semana depois, sábado dia 16, na cidade do Rio de Janeiro, um grupo de milicianos, comandados pelo deputado estadual bolsonarista, do PTB, Rodrigo Amorim, agrediu e ameaçou mostrando armas de fogo, o candidato a governador da federação PT, PC do B e PV, deputado federal Marcelo Freixo quando faziam uma caminhada pela Praça Saens Pena, conversando com o povo e denunciando a onda de crimes contra humanista como Dom Phillip e ambientalista como Bruno Pereira, assassinados em 5 e junho e militante de esquerda como Marcelo Arruda, sendo que o precedente do deputado Rodrigo Amorim é ter arrancado a placa da rua Marrielle Franco, juntamente com o, também miliciano e deputado federal Danilo Silveira, cujo o destino próximo será a prisão.
O agente penal, nome dado ao antigo posto de carcereiro, Jorge José Guaranho,não exerce um cargo no sistema judicial que lhe dê o direito e nem dever de fazer ronda em via ou lugar público, ainda mais em uma rua sem saída, usando seu próprio veículo e com a esposa e uma criança de colo em seu interior. Ele foi movido pelo ódio a praticar uma chacina, e só não conseguiu seu intento, pela ação da vítima que, mesmo ferido gravemente o impediu.
Em Toledo, no Paraná, um PM bolsonaristamatou a esposa, a enteada, a mãe, uma irmã e duas pessoas desconhecias e deu vazão ao surto de ódio, tirando a própria vida.
O recente e vergonhoso episódio do presidentementir para dezenas de embaixadores estrangeiros sobre a possível fraude nas eleições de 2 de outubro, em evento formal da presidência da República, organizado pelo general Augusto Heleno, com apoio do ministro da defesa general Paulo Sergio Nogueira, do general Braga Neto e do generalLuis Eduardo Ramos e do general Carlos Gomes de Matos, todos da reserva, deixou clara as intensões de uma ofensiva para uma versão de invasão do Capitólio no dia da eleição.
O que de fato põe em polvorosa a cúpula militarista entreguista é que pela vontade popular o projeto de dominação deles caminha para sofrer uma acachapante derrota em 2 de outubro, pela via da democracia e a forte repulsa das mais significativas entidades da sociedade civil, que se mostram dispostas a defender o processo eleitoral, como símbolo da resistência democrática, com disposição de fazer valer a palavra de ordem; golpistas, fascistas, não passarão.
Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


