A educação brasileira de vai de mal a pior. As crianças brasileiras aprendem a ler e escrever cada vez mais tarde. Ao fim do ensino médio, poucos estudantes são capazes de compreender um texto simples, ou realizar operações matemáticas básicas. De acordo com levantamento do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados ontem, o impacto da pandemia de covid-19 nas salas de aula foi devastador.
O cenário da educação nacional é de caos. Para o governador de Sergipe, entretanto, há razões para comemorar. Belivaldo Chagas lembra que os índices de aprendizagem auferidos no estado entre 2017 e 2021 tomaram a direção contrária, em comparação com o resto do país. Enquanto escolas do Brasil inteiro afundavam, as sergipanas ensaiaram uma reação, avançando em todas as etapas de ensino.
Entre 2017 e 2021, o Ideb referente anos iniciais de aprendizado em Sergipe cresceu 11%, enquanto a média nacional caiu 2%. Nos anos finais, a discrepância é ainda maior. Enquanto o Brasil cresceu apenas11%, Sergipe deu um salto de 29%. No ensino médio, a situação se repete. O estado subiu dez posições no ranking nacional de aprendizado, da 22º para o 12º lugar – ainda muito longe do pódio.
Sim, o estado avançou em matéria de Educação, justamente em um contexto adverso. Mas nem tudo são flores. De acordo com o anuário da educação básica, apenas 23,6% dos alunos da rede pública sergipana terminam o Ensino Fundamental com aprendizagem adequada em Língua Portuguesa. No Ensino Médio, são 22,6%. Em Aracaju, os patamares são de 27,6% e 30,6%, respectivamente. Além disso, somente 52 de cada 100 jovens do estado concluem o Ensino Médio até os 19 anos.


