Baixa procura

No Brasil, a cobertura vacinal vem deixando muito a desejar. Em Sergipe, apesar da boa adição à campanha de imunização contra a covid-19, a situação não é diferente.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite chega à reta final com resultados insatisfatórios no estado. De acordo com dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde, apenas 67,34% da população infantil foi vacinada. Num universo de mais de 130 mil crianças aptas a receber o imunizante, apenas 90 mil receberam as duas gotinhas que protegem contra a doença.
Divulgação, justiça seja feita, não faltou. Não é de hoje que o descaso de pais e responsáveis com as crianças da capital sergipana é percebido nas estatísticas que acompanham e dão dimensão palpável ao negacionismo em voga, mundo afora. De acordo com a secretaria municipal da Saúde, dezenas de crianças foram internadas com sintomas de covid desde o início do ano. Não se trata de fatalidade. Era possível encontrar a vacina disponível em qualquer esquina.
O esforço realizado pelos gestores de saúde pública, a fim de manter a pólio longe do território nacional, não deriva de cuidado excessivo. Em verdade, trata-se de uma doença com grande potencial destrutivo, que incapacita a vítima e pode chegar a matar. Apesar disso, teorias conspiratórias prosperam. Ao contrário das vacinas, tudo indica, informação e responsabilidade com a saúde dos pequenos estão em falta.

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