Os gestores sergipanos têm feito de tudo, a fim de proteger as crianças dos perigos da pólio. Mesmo assim, o estado ainda está longe da meta de imunização recomendada pelo Ministério da Saúde. A negligência de pais e responsáveis tem se revelado um obstáculo intransponível. Na prática, o avanço é lento e pontual, as campanhas de vacinação têm tido o mesmo efeito minguado da água mole em pedra dura.
Até o momento, apenas 31 municípios sergipanos atingiram a meta de imunização contra poliomielite, com a vacinação igual ou acima de 95%. Nove municípios estão quase lá, com vacinação de 90% a 94% das crianças. São números razoáveis, apesar de todos os pesares. Há, no entanto, pelo menos 35 municípios onde a resistência à vacinação beira o escândalo. Nos casos mais preocupantes, a cobertura vacinal não passa de 60%.
Neste particular, Sergipe segue uma esdrúxula tendência nacional. O Brasil ainda está muito distante da meta de vacinar 95% das crianças menores de 5 anos de idade contra a poliomielite. Até o momento, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a campanha imunizou 65,6% do público-alvo, cerca de 7,6 milhões de crianças. Apenas a Paraíba, com 95,09% das crianças imunizadas, atingiu a meta prevista.
O Brasil não registra casos de paralisia infantil desde 1989. Mas a queda das taxas de vacinação, uma anomalia observada desde 2015, pode trazer um mal que estava morto e enterrado para brincar de roda com as nossas crianças.


