Destino incerto

Fabio Mitidieri é governador eleito de Sergipe. Sucessor de Belivaldo Chagas, este que esteve empenhado de corpo, alma e máquina pública na campanha encerrada domingo, 30 de outubro, Mitidieri deve realizar uma gestão de continuidade. Ocorre que há muito a ser corrigido na condução das políticas públicas sob a responsabilidade da administração estadual. Melhor seria mudar o rumo.
Em primeiro lugar, é preciso se ocupar de gerar emprego e renda para os sergipanos, em ritmo acelerado. Em maio, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Sergipe ocupava era o quarto estado brasileiro em taxa de desemprego. Em agosto, tinha o terceiro maior índice, com 12,7% da massa de trabalhadores sem ocupação regular. A tendência, portanto, não insufla um pingo de otimismo.
Em questão de saúde pública, antigas promessas precisam finalmente sair do papel, do plano das boas ideias. É preciso, por exemplo, dar fim à sofrida peregrinação dos pacientes oncológicos no estado, levantar logo o prometido Hospital do Câncer, perseguido sem sucesso, como uma miragem. Também é preciso cuidr da assistência básica, em parceria com os gestores municipais, desafogando o Hospital de Urgência de Sergipe. Apontar o dedo é fácil. Realizar, nem tanto.
Em matéria de educação. Contudo, o desafio é ainda maior. De acordo com levantamento do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgados em setembro, o impacto da pandemia de covid-19 nas salas de aula foi devastador.
Os números sugerem uma guinada nas políticas públicas sob a responsabilidade do governo de Sergipe. O resultado da eleição, a vitória apertada de Fabio Mitidieri, entretanto, coloca o estado no rumo da continuidade, os sergipanos caminham, assim, na mesmíssima direção.

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