Contra todas as aparências dados da secretaria municipal de saúde da capital sergipana não deixam margem para dúvida, a pandemia de covid-19 segue firme e forte, fazendo vítimas. Não adianta fechar os olhos, ignorar os fatos, como fazem as crianças indispostas com a realidade à volta. O mal persiste.
O último boletim epidemiológico produzido pela Prefeitura de Aracaju observou que a capital já registrou 4.337 casos, desde o início de dezembro. Comparado a meses anteriores, este é o maior número desde julho, quando 6.018 casos foram registrados, no embalo dos festejos juninos.
A escalada no número de casos preocupa, não é de agora. Na segunda semana do mês de novembro, Aracaju registrava uma média de oito casos confirmados por semana. Na semana seguinte, de 13 a 17 de novembro, a média cresceu para 25 casos. A positividade dos exames saltou de uma média de menos de 1% na última semana de outubro e primeira de novembro, para 26% nas semanas seguintes. No dia 18 de novembro, Aracaju registrou 111 casos confirmados.
Segundo um dito popular, o seguro morreu de velho. Embora as restrições antes impostas pelo poder público já estivessem revogadas, não custava nada manter o mínimo de cuidado. Recomenda-se. Hábitos saudáveis, como a constante higienização das mãos e o uso de máscaras em ambientes fechados, não representam nenhum impedimento ao convívio social, a vida em sociedade. Com a vantagem inegável de manter o vírus longe de casa.


