O terror e a Lei

O Jornal do Dia adverte, mais uma vez: De nada adianta apelar para meias palavras, como tem sido feito ao longo dos últimos anos, chamar os atos golpistas deflagrados desde o resultado das eleições de protestos antidemocráticos. Trata-se, isso sim, de terrorismo doméstico, puro e simples.
Felizmente, em âmbito judicial, não cabe qualquer espécie de eufemismo. O crime vem sendo tratado como crime. Sábado, um empresário bolsonarista foi preso, após confessar que montou um artefato explosivo numa área de acesso ao Aeroporto Internacional de Brasília. Ontem, ele apontou a participação de um parceiro já identificado no ato terrorista. E permanece sob a custódia do Estado, subjugado pela mão pesada da Lei.
A semana passada, o ministro Alexandre de Moraes determinou a quebra de sigilo bancário, mais o bloqueio de contas de dezenas de empresários, a apreensão de passaportes e a suspensão de certificados de registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador de diversos suspeitos de financiar e tomar parte nos atos golpistas.
Uma coisa é certa: golpistas são criminosos. Ainda há multas e prisões a serem decretadas, como já advertiu o ministro. Antes tarde do que nunca, o terrorismo bolsonarista está com os dias contados, há de ser extirpado de uma vez por todas, já tem data certa para acabar.

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